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EDUCAÇÃO EM FOCO...

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda" (Paulo Freire)

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Reticências - Educação Inclusiva em foco...

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fonte: http://www.acessasp.sp.gov.br/

LIBRAS - Dicionário da Língua Brasileira de Sinais

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LIBRAS... Atividades Educativas & Pedagógicas

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DISLEXIA/TDAH - Atividades Educativas & Pedagógicas...

Facilitando a inclusão da informática na Educação Especial.

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O Porque de muitas pessoas inteligentes e, até geniais apresentarem dificuldades de aprendizagem...




Seu filho ou aluno(a) inteligente vai mal na escola?

Ele pode ser DISLÉXICO...!

  • A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidoso em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos;
  • A evolução progressiva de entendimento do que é Disléxia, resultante do trabalho cooperativo de mentes brilhantes que têm-se doado em persistentes estudos, tem marcadores claros do progresso que vem sendo conquistado. Durante esse longo período de pesquisas que transcende gerações, o desencontro de opiniões sobre o que é Dislexia redundou em mais de cem nomes para designar essas específicas dificuldades de aprendizado, e em cerca de 40 definições, sem que nenhuma delas tenha sido universalmente aceita. Recentemente, porém, no entrelaçamento de descobertas realizadas por diferentes áreas relacionadas aos campos da Educação e da Saúde, foram surgindo respostas importantes e conclusivas, como:
  • que Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo # 6 que, por ser dominante, torna Dislexia altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;
  • que o disléxico tem mais desenvolvida área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores normais. Condição que, segundo estudiosos, justificaria seus "dons" como expressão significativa desse potencial, que está relacionado à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimensões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;
  • que, embora existindo disléxicos ganhadores de medalha olímpica em esportes, a maioria deles apresenta imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita-esquerda. Dentre estes, há um grande exemplo brasileiro que, embora somente com sua autorização pessoal poderíamos declinar o seu nome, ele que é uma de nossas mentes mais brilhantes e criativas no campo da mídia, declarou: "Não sei por que, mas quem me conhece também sabe que não tenho domínio motor que me dê a capacidade de, por exemplo, apertar um simples parafuso";
  • que, com a conquista científica de uma avaliação mais clara da dinâmica de comando cerebral em Dislexia, pesquisadores da equipe da Dra. Sally Shaywitz, da Yale University, anunciaram, recentemente, uma significativa descoberta neurofisiológica, que justifica ser a falta de consciência fonológica do disléxico, a determinante mais forte da probabilidade de sua falência no aprendizado da leitura;
  • que o Dr. Breitmeyer descobriu que há dois mecanismos inter-relacionados no ato de ler: o mecanismo de fixação visual e o mecanismo de transição ocular que, mais tarde, foram estudados pelo Dr. William Lovegrove e seus colaboradores, e demonstraram que crianças disléxicas e não-disléxicas não apresentaram diferença na fixação visual ao ler; mas que os disléxicos, porém, encontraram dificuldades significativas em seu mecanismo de transição no correr dos olhos, em seu ato de mudança de foco de uma sílaba à seguinte, fazendo com que a palavra passasse a ser percebida, visualmente, como se estivesse borrada, com traçado carregado e sobreposto. Sensação que dificultava a discriminação visual das letras que formavam a palavra escrita. Como bem figura uma educadora e especialista alemã, "... É como se as palavras dançassem e pulassem diante dos olhos do disléxico".
  • A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.
  • Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.
  • Hoje, os mais abrangentes e sérios estudos a respeito desse assunto, registram 20% da população americana como disléxica, com a observação adicional: "existem muitos disléxicos não diagnosticados em nosso país". Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados.
  • Também para realçar a grande importância da posição do disléxico em sala de aula cabe, além de considerar o seríssimo problema da violência infanto-juvenil, citar o lamentável fenômeno do suicídio de crianças que, nos USA, traz o gravíssimo registro de que 40 (quarenta) crianças se suicidam todos os dias, naquele país. E que dificuldades na escola e decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas entre as causas determinantes dessa tragédia.
  • Ainda é de extrema relevância considerar estudos americanos, que provam ser de 70% a 80% o número de jovens delinqüentes nos USA, que apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm dificuldades para ler. E quando, na prisão, eles aprendem a ler, seu nível de agressividade diminui consideravelmente.
  • Por toda complexidade do que, realmente, é Dislexia; por muita contradição derivada de diferentes focos e ângulos pessoais e profissionais de visão; porque os caminhos de descobertas científicas que trazem respostas sobre essas específicas dificuldades de aprendizado têm sido longos e extremamente laboriosos, necessitando, sempre, de consenso, é imprescindível um olhar humano, lógico e lúcido para o entendimento maior do que é Dislexia.
  • Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos.
  • Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...

Formas de Dislexia

· Disgrafia é uma inabilidade ou atraso no desenvolvimento da Linguagem Escrita, especialmente da escrita cursiva. Escrever com máquina datilográfica ou com o computador pode ser muito mais fácil para o disléxico. Na escrita manual, as letras podem ser mal grafadas, borradas ou incompletas, com tendência à escrita em letra de forma. Os erros ortográficos, inversões de letras, sílabas e números e a falta ou troca de letras e números ficam caracterizados com muita freqüência...Ler mais

· Discalculia - As dificuldades com a Linguagem Matemática são muito variadas em seus diferentes níveis e complexas em sua origem. Podem evidenciar-se já no aprendizado aritmético básico como, mais tarde, na elaboração do pensamento matemático mais avançado. Embora essas dificuldades possam manifestar-se sem nenhuma inabilidade em leitura, há outras que são decorrentes do processamento lógico-matemático da linguagem lida ou ouvida... Ler mais...

· Déficit de Atenção - É a dificuldade de concentrar e de manter concentrada a atenção em objetivo central, para discriminar, compreender e assimilar o foco central de um estímulo. Esse estado de concentração é fundamental para que, através do discernimento e da elaboração do ensino, possa completar-se a fixação do aprendizado. A Deficiência de Atenção pode manifestar-se isoladamente ou associada a uma Linguagem Corporal que caracteriza a Hiperatividade ou, opostamente, a Hipoatividade... Ler mais

· Hiperatividade - Refere-se à atividade psicomotora excessiva, com padrões diferenciais de sintomas: o jovem ou a criança hiperativa com comportamento impulsivo é aquela que fala sem parar e nunca espera por nada; não consegue esperar por sua vez, interrompendo e atropelando tudo e todos. Porque age sem pensar e sem medir conseqüências, está sempre envolvida em pequenos acidentes, com escoriações, hematomas, cortes. Um segundo tipo de hiperatividade tem como característica mais pronunciada, sintomas de dificuldades de foco de atenção. É uma superestimulação nervosa que leva esse jovem ou essa criança a passar de um estímulo a outro, não conseguindo focar a atenção em um único tópico. Ler mais...

· Hipoatividade - A Hipoatividade se caracteriza por um nível baixo de atividade psicomotora, com reação lenta a qualquer estímulo. Trata-se daquela criança chamada "boazinha", que parece estar, sempre, no "mundo da lua", "sonhando acordada". Comumente o hipoativo tem memória pobre e comportamento vago, pouca interação social e quase não se envolve com seus colegas...Ler mais...

· Somente um diagnóstico multidisciplinar pode identificar com precisão o que está ocorrendo. Os distúrbios de leitura e escrita são os fatores de maior incidência em sala de aula, mas nem todos têm uma causa comum. Embora a dislexia seja o maior índice, outros fatores também podem causar os mesmos sintomas; distúrbios psicológicos, neurológicos, oftalmológicos, etc. Uma equipe multidisciplinar analisa o indivíduo como um todo, verificando todas as possibilidades. Não se parte da dislexia, mas se chega à dislexia, excluindo qualquer outra possibilidade.

Fonte: Livro Transtornos da Aprendizagem - Abordagem neurobiológica e multidisciplinar Newra Rotta, Lygia Ohlweiler e Rudimar Riesgo

Sintomas e Sinais...

Na Primeira Infância:

1 - atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar;
2 - atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;
3 - parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo;
4 - distúrbios do sono;
5 - enurese noturna;
6 - suscetibilidade à alergias e à infecções;
7 - tendência à hiper ou a hipo-atividade motora;
8 - chora muito e parece inquieta ou agitada com muita freqüência;
9 - dificuldades para aprender a andar de triciclo;
10 - dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares.

Observação:

Pesquisas científicas neurobiológicas recentes concluiram que o sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética. Quando este sintoma está associado a outros casos familiares de dificuldades de aprendizado - dislexia é, comprovadamente, genética, afirmam especialistas que essa criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, idade ideal para o início de um programa remediativo, que pode trazer as respostas mais favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade.

A dificuldade de discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essa falta de consciência fonética, decorrente da percepção imprecisa dos sons básicos que compõem as palavras, acontece, já, a partir do som da letra e da sílaba. Essas crianças podem expressar um alto nível de inteligência, "entendendo tudo o que ouvem", como costumam observar suas mães, porque têm uma excelente memória auditiva. Portanto, sua dificuldade fonológica não se refere à identificação do significado de discriminação sonora da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras diferenciais de que a palavra é composta. Esta a razão porque o disléxico apresenta dificuldades significativas em leitura, que leva a tornar-se, até, extremamente difícil sua soletração de sílabas e palavras. Por isto, sua tendência é ler a palavra inteira, encontrando dificuldades de soletração sempre que se defronta com uma palavra nova.

Porque, freqüentemente, essas crianças apresentam mais dificuldades na conquista de
domínio do equilíbrio de seu corpo com relação à gravidade, é comum que pais possam submete-las a exercícios nos chamados "andadores" ou "voadores". Prática que, advertem os especialistas, além de trazer graves riscos de acidentes, é absolutamente inadequada para a aquisição de equilíbrio e desenvolvimento de sua capacidade de andar, como interfere, negativamente, na cooperação harmônica entre áreas motoras dos hemisférios esquerdo-direito do cérebro. Por isto, crianças que exercitam a marcha em "andador", só adquirem o domínio de andar sozinhas, sem apoio, mais tardiamente do que as outras crianças.
Além disso, o uso do andador como exercício para conquista da marcha ou visando uma maior desenvoltura no andar dessa criança, também contribui, de maneira comprovadamente negativa, em seu desenvolvimento psicomotor potencial-global, em seu processo natural e harmônico de maturação e colaboração de lateralidade hemisférica-cerebral.

A Partir dos Sete Anos de Idade:

1 - pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres:
2 - ao contrário, seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros;
3 - copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve;
4 - a fluência em leitura é inadequada para a idade;
5 - inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
6 - só faz leitura silenciosa;
7 - ao contrário, só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra;
8 - sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si;
9 - pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas;
10 - esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas;
11 - é mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais;
12 - ao contrário, pode ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe;
13 - tem grande imaginação e criatividade;
14 - desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua";
15 - tem dor de barriga na hora de ir para a escola e pode ter febre alta em dias de prova;
16 - porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo;
17 - baixa auto-imagem e auto-estima; não gosta de ir para a escola;
18 - esquiva-se de ler, especialmente em voz alta;
19 - perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences;
20 - tem mudanças bruscas de humor;
21 - é impulsivo e interrompe os demais para falar;
22 - não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala;
23 - é muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria;
24 - tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos;
25 - embora alguns sejam atletas, outros mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola;
26 - confunde direita-esquerda, em cima-em baixo; na frente-atrás;
27 - é comum apresentar lateralidade cruzada; muitos são canhestros e outros ambidestros;
28 - dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano;
29 - dificuldade em aritmética básica e/ou em matemática mais avançada;
30 - depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular;
31 - sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro;
32 - é capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos;
33 - embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético;
34 - tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces;
35 - boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo;
36 - pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas;
37 - pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras;
38 - é extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados;
39 - não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola;
40 - pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço" ;
41 - frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita;
42 - tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas;
43 - tolerância muito alta ou muito baixa à dor;
44 - forte senso de justiça;
45 - muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir;
46 - dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos;
47 - manter o equilíbrio e exercícios físicos são extremamente difíceis para muitos disléxicos;
48 - com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído;
49 - sua escrita pode ser extremamente lenta, laboriosa, ilegível, sem domínio do espaço na página;
50 - cerca de 80% dos disléxicos têm dificuldades em soletração e em leitura.

Crianças disléxicas apresentam combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo, de modo absolutamente pessoal. Em algumas delas há um número maior de sintomas e sinais; em outras, são observadas somente algumas características. Quando sinais só aparecem enquanto a criança é pequena, ou se alguns desses sintomas somente se mostram algumas vezes, isto não significa que possam estar associados à Dislexia. Inclusive, há crianças que só conquistam uma maturação neurológica mais lentamente e que, por isto, somente têm um quadro mais satisfatório de evolução, também em seu processo pessoal de aprendizado, mais tardiamente do que a média de crianças de sua idade.

Pesquisadores têm enfatizado que a dificuldade de soletração tem-se evidenciado como um sintoma muito forte da Dislexia. Há o resultado de um trabalho recente, publicado no jornal Biological Psychiatry e referido no The Associated Press em 15/7/02, onde foram estudadas as dificuldades de disléxicos em idade entre 7 e 18 anos, que reafirma uma outra conclusão de pesquisa realizada com disléxicos adultos em 1998, constando do seguinte:
que quanto melhor uma criança seja capaz de ler, melhor ativação ela mostra em uma específica área cerebral, quando envolvida em exercício de soletração de palavras. Esses pesquisadores usaram a técnica de Imagem Funcional de Ressonância Magnética, que revela como diferentes áreas cerebrais são estimuladas durante atividades específicas. Esta descoberta enfatiza que essa região cerebral é a chave para a habilidade de leitura, conforme sugerem esses estudos.

Essa área, atrás do ouvido esquerdo, é chamada região ocipto-temporal esquerda. Cientistas que, agora, estão tentando definir que circuitos estão envolvidos e o que ocorre de errado em Dislexia, advertem que essa tecnologia não pode ser usada para diagnosticar Dislexia.

Esses pesquisadores ainda esclarecem que crianças disléxicas mais velhas mostram mais atividade em uma diferente região cerebral do que os disléxicos mais novos. O que sugere que essa outra área assumiu esse comando cerebral de modo compensatório, possibilitando que essas crianças conseguiam ler, porém somente com o exercício de um grande esforço.

Necessidades educacionais Especiais...

Esclarecimento sobre o termo "necessidades educacionais especiais" em contraposição a um outro termo, "necessidades educativas especiais", que consta em textos de educação especial (documentos oficiais, leis, livros, artigos de revista etc.).

Ora, não existem necessidades educativas. O vocábulo "educativo", segundo os melhores dicionários, quer dizer "que educa; que serve para educar". Então, o que seria uma "necessidade que educa, que serve para educar", quando queremos nos referir a uma necessidade especial de um determinado estudante? O adjetivo "educativo" é apropriado, por exemplo, nos termos "filme educativo", "campanha educativa", "experiência educativa", "ações educativas".

Já o vocábulo "educacional" significa "concernente à educação; no âmbito ou área da educação". Assim, por exemplo, temos "política educacional", "direitos educacionais", "progresso educacional", "autoridade educacional".

Conclui-se daí que a expressão correta é "necessidades educacionais especiais", ou seja, "necessidades especiais no âmbito da educação (ou concernentes à educação)".

Felizmente, vários profissionais de educação utilizam a forma "necessidades educacionais especiais" em seus artigos, livros e palestras.





Design...

O que é Design?

O design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, que atendam concretamente às necessidades humanas.
(Projeto de Lei nº 1.965, de 1996, que visa regulamentar a profissão no Brasil)

Ergonomia...

"Ergon" é uma palavra grega que significa "trabalho integrado", e nomos [normas, regras, leis] e para Aristóteles, "cada ser do universo é dotado de uma missão própria ‘ergon’ programada por sua essência e que apenas ele pode realizar".

Esta definição reflete a crença no potencial humano, na capacidade de sua realização e na possibilidade do trabalho prazeroso e viabilizador da Qualidade de Vida. A Ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procuram a adaptação confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho, procurando adaptar as condições de trabalho ás características do ser humano.

Em ergonomia, o binômio conforto-produtividade andam juntos. Não é possível pensar-se somente no conforto, sem se pensar na produtividade; também não é possível pensar-se só na produtividade se não se pensar no conforto, pois assim o efeito da produtividade será transitório.

Trata-se de uma abordagem holística de todo o campo de ação da disciplina, tanto em seus aspectos físicos e cognitivos, como sociais, organizacionais, ambientais, etc. ABERGO, 2007

Os domínios de especialização da ergonomia são:

• Ergonomia física | está relacionada com às características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes incluem o estudo da postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho, projeto de posto de trabalho, segurança e saúde.

• Ergonomia cognitiva | refere-se aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e resposta motora conforme afetem as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem o estudo da carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação homem computador, stress e treinamento conforme esses se relacionem a projetos envolvendo seres humanos e sistemas.

• Ergonomia organizacional | concerne à otimização dos sistemas sóciotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (CRM - domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade.
A ABERGO é uma associação sem fins lucrativos cujo o objetivo é o estudo, a prática e a divulgação das interações das pessoas com a tecnologia, a organização e o ambiente, considerando as suas necessidades, habilidades e limitações.ABERGO - Associação Brasileira de Ergonomia

Instruções para leitura da revista inclusiva digital

Com o objetivo de discutir e fornecer informações sobre projetos sociais, centros de apoio e outros assuntos que norteiam o tema, a Revista Inclusiva propõe uma linguagem dinâmica, simples e acessível.

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Família e dEficiência , Pais e Profissionais - Uma relação especial...

PAIS E PROFISSIONAIS - UMA RELAÇÃO ESPECIAL

A maioria dos profissionais de formação superior, em função de sua formação acadêmica, tende a ter uma visão de atuação mais individualista, baseada em modelo clínico, que privilegia a especialização, o saber compartimentado, a tecnificação das ações.

Ao se depararem com a prática, normalmente encontram dificuldades para trabalhar em equipe, para compartilhar seus conhecimentos, mesmo com profissionais de seu nível. O mais grave é não perceberem a importância dos professores, instrutores e auxiliares como elementos de grande importância da equipe e sem os quais se tornaria impossível a execução dos programas.

É de suma importância que a troca de conhecimentos entre os técnicos das várias especialidades e níveis seja intensa e ocorra de forma sistemática e contínua, e que a confiança, a ética e o respeito mútuo permeiem essa relação.

De acordo com Falkenbach, "todos os indivíduos têm algo a ensinar. Todos nós, indivíduos ou grupos, temos um certo conhecimento. O saber não é coisa de estudados, não está só nos livros. O próprio enfrentamento com os problemas da vida nos dá conhecimento, nos transmite saber."

Da união desses dois saberes poderá surgir um novo conhecimento que, tendo por base a realidade, permitirá a formulação de técnicas e práticas mais adequadas.

A relação profissionais x famílias

Nessa relação, um aspecto importante a ser observado é o cuidado para que o atendimento à família não se revista de um cunho assistencialista e paternalista, tornando-a dependente do profissional e tratando seus membros como receptores de "benesses", ao invés de tratá-los como cidadãos, com direitos e deveres.

Um grave problema que vemos ocorrer é que as Instituições, ao matricular a criança, não deixam claro aos pais sua função de co-responsabilidade no processo educacional de seu filho, observando-se posteriormente a queixa dos profissionais quanto a falta de interesse e envolvimento da família. Por outro lado, também observamos que quando os pais apresentam alguma crítica ou sugestão, nem sempre essa atitude é sentida pelos profissionais como algo positivo, que possa fazê-los parar e refletir sobre a sua atuação, no sentido de crescer como profissionais e como ser humano.
Segundo Gabriela Mader, pode-se observar conflitos sutis ou abertos entre pais e profissionais.

No que diz respeito às diferenças na motivação:

• Os pais são obrigados a se confrontarem com a deficiência, enquanto os profissionais querem/escolhem se confrontar com ela.
• Os pais sentem-se socialmente desvalorizados e são marginalizados pela sociedade, enquanto que os profissionais recebem uma valorização social acima do normal.
Quanto às diferenças de experiência:
• Para os pais ocorre uma diminuição de contatos pessoais, sua formação e prática profissional bem como seus interesses são prejudicados, enquanto que os profissionais desfrutam de uma excelente chance de auto-realização e contatos sociais gratificantes.
• Os pais se sentem inseguros e incapazes, têm que aceitar a orientação dos profissionais, mesmo quando imposta, deixando-se manipular. Os profissionais se consideram os donos do saber, colocam-se como os únicos competentes para orientar os pais, impondo suas recomendações técnicas, sem discutir alternativas.
• A família sofre um desgaste com a convivência diária com esse filho diferente e luta contra o medo do fracasso e do isolamento e muitas vezes as cobranças dos profissionais os sobrecarregam ainda mais, motivo pelo qual apresentam, às vezes, alguma atitude hostil. Já por parte dos profissionais, há uma expectativa de que os pais se envolvam e ficam decepcionados quando isto não ocorre, surgindo atitudes de hostilidade quando os pais não atendem às suas recomendações.
• Os pais devem fornecer informações sobre sua intimidade familiar ao profissional, tornando-se os interrogados. Os profissionais, para analisar a situação da família e estabelecer um plano de trabalho, assumem o papel do interrogador.
• Os pais apresentam sentimentos de culpa quando não conseguem dar conta de todas as recomendações. Os profissionais, quando descobrem falhas na avaliação da evolução da criança, sempre as reputam aos pais, e não ao seu planejamento, com isso aumentando ainda mais os seus sentimentos de culpa.
As principais expectativas recíprocas

Os pais esperam: Os profissionais exigem:

• compreensão, aceitação • aceitação de sua autoridade técnica
• consolação • compreensão
• incentivo • interesse no programa terapêutico
• descarregar sentimentos de culpa • informações corretas
• esperança • cooperação
• pessoas continentes • persistência na terapia
• pessoas que escutem • cooperação em relação aos objetivos
• dividir a responsabilidade


É de extrema importância que o profissional, ao trabalhar com famílias, adote uma postura sócio-educativa, de trocas, numa relação horizontal, tendo sempre em mente que:
• A realidade social e a dinâmica familiar requer que o profissional respeite a individualidade de cada família, procurando não fazer julgamentos de valor.
• A dimensão técnica não autoriza a tomada de decisões ou escolha de condutas: isto cabe à família.
• Os conhecimentos científicos ou os valores moralistas não podem servir de pretexto para o julgamento das famílias, mas de base para ações sócio-educativas.
• A cultura da tutela e as atitudes paternalistas fortalecem a exclusão das famílias.
• A democratização das informações, o saber ouvir, a divulgação dos critérios de atendimento, o esclarecimento quanto ao papel dos pais neste processo são atitudes necessárias e éticas.
É preciso que o profissional utilize uma linguagem clara, criando atmosfera aberta e informal que permita aos pais sentirem-se à vontade para se colocar, fazer perguntas, esclarecer dúvidas. Nesse diálogo de discussão de alternativas com a família, estará contribuindo para desenvolver mecanismos de reflexão e assumindo um papel mais de ajudá-la a refletir do que pensar por ela, mais de questionar do que de discursar, mais de assessorar do que de decidir, contribuindo assim para o seu desenvolvimento como um ser no mundo.

Como mediador, é importante que o profissional se questione sempre: "É esse o mundo que quero para os portadores de deficiência e suas famílias? É possível criar, reinventar, enriquecer o meio ambiente, os modos de vida, a sensibilidade, possibilitando assim alguma transformação em suas vidas?"

Concluindo, podemos afirmar que somente a parceria entre pais e profissionais poderá assegurar a inclusão dos portadores de deficiências em nossa sociedade, de acordo com a Declaração de Manágua:

"Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais".

Bibliografia

BUSCAGLIA, L. Os Deficientes e seus Pais: Um desafio ao aconselhamento. Record, Rio de Janeiro, 1993

FENAPAEs. Família e Profissionais: rumo à parceria - Manual para Profissionais - Brasília, 1997

MADER, G. A Participação dos Pais na Reabilitação da Pessoa Portadora de Deficiência - Palestra na Reunião do Conselho de Administração da FENAPAEs, Brasília, abril/1996

Portadores de dEficiência e a questão da Inclusão Social...

Hoje, no Brasil, milhares de pessoas com algum tipo de deficiência estão sendo discriminadas nas comunidades em que vivem ou sendo excluídas do mercado de trabalho. O processo de exclusão social de pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial é tão antigo quanto a socialização do homem.
A estrutura das sociedades, desde os seus primórdios, sempre inabilitou os portadores de deficiência, marginalizando-os e privando-os de liberdade. Essas pessoas, sem respeito, sem atendimento, sem direitos, sempre foram alvo de atitudes preconceituosas e ações impiedosas.
A literatura clássica e a história do homem refletem esse pensar discriminatório, pois é mais fácil prestar atenção aos impedimentos e às aparências do que aos potenciais e capacidades de tais pessoas.
Nos últimos anos, ações isoladas de educadores e de pais têm promovido e implementado a inclusão, nas escolas, de pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade especial, visando resgatar o respeito humano e a dignidade, no sentido de possibilitar o pleno desenvolvimento e o acesso a todos os recursos da sociedade por parte desse segmento.
Movimentos nacionais e internacionais têm buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de educação inclusiva, sendo que o seu ápice foi a Conferência Mundial de Educação Especial, que contou com a participação de 88 países e 25 organizações internacionais, em assembléia geral, na cidade de Salamanca, na Espanha, em junho de 1994.
Este evento teve como culminância a "Declaração de Salamanca", da qual transcrevem-se, a seguir, pontos importantes, que devem servir de reflexão e mudanças da realidade atual, tão discriminatória.
"Acreditamos e Proclamamos que:

- toda criança tem direito fundamental à educação e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem;

- toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas;

- sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades;

- aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer tais necessidades;

- escolas regulares, que possuam tal orientação inclusiva, constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias, criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
Nós congregamos todos os governos e demandamos que eles:

- atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais;

- adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma;

- desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva;

- estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais;

- encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais;
- invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva;

- garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

Nós também congregamos a comunidade internacional; em particular, nós congregamos governos com programas de cooperação internacional, agências financiadoras internacionais, especialmente as responsáveis pela Conferência Mundial em Educação para Todos, Unesco, Unicef, UNDP e o Banco Mundial:

- a endossar a perspectiva de escolarização inclusiva e apoiar o desenvolvimento da educação especial como parte integrante de todos os programas educacionais;

- as Nações Unidas e suas agências especializadas, em particular a ILO, WHO, Unesco e Unicef;

- a reforçar seus estímulos de cooperação técnica, bem como reforçar suas cooperações e redes de trabalho para um apoio mais eficaz à já expandida e integrada provisão em educação especial;

- a reforçar sua colaboração com as entidades oficiais nacionais e intensificar o 5nvolvimento crescente delas no planejamento, implementação e avaliação de provisão em educação especial que seja inclusiva;

- Unesco, enquanto a agência educacional das Nações Unidas;

- a assegurar que educação especial faça parte de toda discussão que lide com educação para todos em vários foros;

- a mobilizar o apoio de organizações dos profissionais de ensino em questões relativas ao aprimoramento do treinamento de professores no que diz respeito a necessidades educacionais especiais;

- a estimular a comunidade acadêmica no sentido de fortalecer pesquisa, redes de trabalho e o estabelecimento de centros regionais de informação e documentação e, da mesma forma, a servir de exemplo em tais atividades e na disseminação dos resultados específicos e dos progressos alcançados em cada país no sentido de realizar o que almeja a presente Declaração;

- a mobilizar Fundos através da criação (dentro de seu próximo Planejamento a Médio Prazo 1996-2000) de um programa extensivo de escolas inclusivas e programas de apoio comunitário, que permitiriam o lançamento de projetos-piloto que demonstrassem novas formas de disseminação e o desenvolvimento de indicadores de necessidade e de provisão de educação especial".

A inclusão escolar, fortalecida pela Declaração de Salamanca, no entanto, não resolve todos os problemas de marginalização dessas pessoas, pois o processo de exclusão é anterior ao período de escolarização, iniciando-se no nascimento ou exatamente no momento em aparece algum tipo de deficiência física ou mental, adquirida ou hereditária, em algum membro da família. Isso ocorre em qualquer tipo de constituição familiar, sejam as tradicionalmente estruturadas, sejam as produções independentes e congêneres e em todas as classes sociais, com um agravante para as menos favorecidas.
O nascimento de um bebê com deficiência ou o aparecimento de qualquer necessidade especial em algum membro da família altera consideravelmente a rotina no lar. Os pais logo se perguntam: por quê? De quem é a culpa? Como agirei daqui para frente? Como será o futuro de meu filho?

O imaginário, então, toma conta das atitudes desses pais ou responsáveis e a dinâmica familiar fica fragilizada. Imediatamente instalam-se a insegurança, o complexo de culpa, o medo do futuro, a rejeição e a revolta, uma vez que esses pais percebem que, a partir da deficiência instalada, terão um longo e tortuoso caminho de combate à discriminação e ao isolamento.
O quadro fica mais sério, tendo em vista que a tendência dos profissionais da saúde é sempre ressaltar, no diagnóstico, os aspectos limitantes da deficiência, pois invariavelmente são eles que primeiro são chamados para dar o diagnóstico conclusivo. Os médicos raramente esclarecem ou informam, aos familiares de portadores de deficiência, as possibilidades de desenvolvimento, as formas de superação das dificuldades, os locais de orientação familiar, os recursos de estimulação precoce, os centros de educação e de terapia.
A esses familiares pede-se que aceitem uma realidade que não desejam e que não é prevista, uma realidade em que os meios sociais e a mídia pouco abordam e, quando o fazem, é de maneira superficial, às vezes preconceituosa e sem apresentar os caminhos para a inclusão social.
Os pais ou responsáveis por portadores de deficiência, por sua vez, também se tornam pessoas com necessidades especiais: eles precisam de orientação e principalmente do acesso a grupos de apoio. Na verdade, são eles que intermediarão a integração ou inclusão de seus filhos junto à comunidade.
Cada deficiência acaba acarretando um tipo de comportamento e suscitando diferentes formas de reações, preconceitos e inquietações. As deficiências físicas, tais como paralisias, ausência de visão ou de membros, causam imediatamente apreensão mais intensa por terem maior visibilidade. Já a deficiência mental e a auditiva, por sua vez, são pouco percebidas inicialmente pelas pessoas, mas causam mais estresse, à medida que se toma consciência da realidade das mesmas.
A falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada uma doença crônica, um peso ou um problema. O estigma da deficiência é grave, transformando as pessoas cegas, surdas e com deficiências mentais ou físicas em seres incapazes, indefesos, sem direitos, sempre deixados para o segundo lugar na ordem das coisas. É necessário muito esforço para superar este estigma.
Essa situação se intensifica junto aos mais carentes, pois a falta de recursos econômicos diminui as chances de um atendimento de qualidade. Tem-se aí um agravante: o potencial e as habilidades dessas pessoas são pouco valorizados nas suas comunidades de origem, que, obviamente, possuem pouco esclarecimento a respeito das deficiências. Onde estão as causas da exclusão dessas pessoas no Brasil?
No plano de governo, o que se vê são programas, propostas, projetos, leis e decretos com lindas e sonoras siglas, que ficam, na maioria das vezes, só no papel. Programas similares e simultâneos são lançados em duas ou três pastas, sem que haja integração de objetivos e metas entre eles.
Muitas vezes acontecem ações paralelas entre o governo e a iniciativa privada, que ficam desintegradas, superpostas, sem consistência e dirigidas a pequenos grupos, gastando verbas sem mudar o quadro de exclusão existente.
Essas ações não são permanentes, pois a cada mudança de governo são interrompidas, esvaziadas, perdendo a continuidade e a abrangência, sendo que outras aparecem em seus lugares para "fixar" a plataforma de quem está no poder.
Nos estados e municípios, não existe uma política efetiva de inclusão que viabilize planos integrados de urbanização, de acessibilidade, de saúde, educação, esporte, cultura, com metas e ações convergindo para a obtenção de um mesmo objetivo: resguardar o direito dos portadores de deficiência.
As dificuldades são imensas para sensibilizar executivos de empresas privadas, técnicos de órgãos públicos e educadores sobre essa questão. Um sentimento de omissão aparece, consciente ou inconscientemente, em técnicos, executivos e burocratas, quando necessitam decidir sobre o atendimento às necessidades dos portadores de deficiência.
Essas reações preconceituosas, de omissão e descaso, já podem ser classificadas:

- nos órgãos públicos, as solicitações e reivindicações de pessoas portadoras de deficiência logo se transformam nos famosos processos "Ao-Ao", em que cotas endereçadas "Ao" Dr. Fulano, "Ao" departamento tal e "Ao" setor de Sicrano só criam volume, burocracia e não apontam para soluções, pois todos transferem o "problema" para terceiros, eximindo-se, assim, da necessidade de propor alternativas de atendimento. Nesses processos, quase todos se omitem de tomar decisões em benefício dos portadores de deficiência;

- na área de atendimento e serviços à população, a resposta mais freqüente é a "NTV" "não temos vaga";

- há, também, a adoção, tão popular para as pessoas de baixa renda, do sistema "ENFE" de atendimento, ou seja, "entre na fila de espera".

Por outro lado, a idéia de modelos únicos para todos, preestabelecidos, tem excluído pessoas com necessidades especiais dos recursos da sociedade, como comprovam as barreiras arquitetônicas, sociais e educacionais. No plano dos atendimentos específicos, a realidade é a seguinte:

- saúde: os locais de atendimentos na área de saúde são pequenos, superlotados e sem infra-estrutura. As políticas de prevenção, às vezes, ficam restritas a algumas campanhas de vacinação e os programas de diagnóstico precoce são insuficientes. Os testes com aparelhos de última geração são destinados a poucos; as de terapias e fisioterapias oferecem poucas vagas em relação à demanda; a obtenção de próteses e órteses é difícil e as filas de espera são enormes para quem não tem poder aquisitivo;

- área social: os programas para as pessoas com alguma deficiência são, em geral, os que possuem as menores verbas, não existe trabalho efetivo junto às comunidades mais carentes e os grupos de orientação e atendimento estão sempre superlotados;

- mercado de trabalho: poucos são os empregadores que se dispõem a absorver esse segmento. O portador de deficiência é o último a ser contratado e o primeiro a ser demitido, sendo que sua faixa salarial é, em média, menor que a de seus colegas de profissão;

- nas áreas de lazer, esportes, cultura e transportes não existem projetos abrangentes que atendam a todos os tipos de deficiência e, nas áreas de comércio, indústria e serviços, a acessibilidade inexiste ou é inconsistente;

- na educação também não é diferente, pois só as grandes cidades possuem algum tipo de atendimento. A realidade tem mostrado que os ciclos do ensino fundamental, com sua passagem automática de ano, e a falta de formação de professores, de recursos técnico-pedagógicos, de estímulo suplementar, de acompanhamento de equipe multidisciplinar, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais 3/4, de salas e de professores de apoio deixam a questão da inclusão escolar sem estrutura eficiente, bonita apenas na teoria.
Em nome da igualdade de atendimentos, muitos teóricos radicais defendem a inclusão escolar de forma simplista: é só colocar esse aluno na classe comum e tudo se resolve. Entretanto, suas teses não refletem a realidade de que as pessoas com deficiência possuem necessidades educativas especiais e, assim, pouca contribuição têm trazido para todos os envolvidos na questão. Também em nome da igualdade de atendimentos, muitos deles negam veementemente as experiências positivas de escolas e de classes especiais, que souberam desenvolver o potencial de seus alunos e, dessa forma, contribuíram para a sua inclusão junto à sociedade. Negar os trabalhos positivos do passado é esquecer que a construção do conhecimento está baseada no acúmulo de experiência adquirida.
Deve-se lembrar, sempre, que o princípio fundamental da sociedade inclusiva é o de que todas as pessoas portadoras de deficiência devem ter suas necessidades especiais atendidas. É no atendimento das diversidades que se encontra a democracia. O que fazer diante deste quadro? O primeiro passo é conseguir a alteração da visão social através:
- de um trabalho de sensibilização contínuo e permanente por parte de grupos e instituições que já atingiram um grau efetivo de compromisso com a inclusão de portadores de necessidades especiais junto à sociedade;

- da capacitação de profissionais de todas as áreas para o atendimento das pessoas com algum tipo de deficiência;

- da elaboração de projetos que ampliem e inovem o atendimento dessa clientela;
- da divulgação da Declaração de Salamanca e outros documentos congêneres, da legislação, de informações e necessidades dos portadores de deficiência e da importância de sua participação em todos os setores da sociedade.

A reestruturação das instituições não deve ser apenas uma tarefa técnica, pois depende, acima de tudo, de mudanças de atitudes, de compromisso e disposição dos indivíduos. O segundo passo no processo de inclusão social é o da inclusão escolar.
Ao entrarem para a escola, as crianças que possuem alguma necessidade educativa especial terão que se integrar e participar obrigatoriamente de três estruturas distintas da dinâmica escolar: o ambiente de aprendizagem; a integração professor-aluno; e a interação aluno-aluno.
A partir da análise e adequação destas estruturas e do levantamento de alternativas que favoreçam o desenvolvimento dos alunos, em geral, e dos portadores de necessidades educativas especiais, em particular, é que a inclusão escolar deve ter início. Assim, é necessário analisar se o ambiente de aprendizagem é favorecedor, se existe oferta de recursos audiovisuais, se ocorreu a eliminação de barreiras arquitetônicas, sonoras e visuais de todo o próprio escolar, se existem salas de apoio pedagógico para estimulação e acompanhamento suplementar, se os currículos e estratégias de ensino estão adequados à realidade dos alunos e se todos os que compõem a comunidade escolar estão sensibilizados para atender o portador de deficiência com respeito e consideração.
Para que haja a verdadeira integração professor-aluno, é necessário que o professor da sala regular e os especialistas de educação das escolas tenham conhecimento sobre o que é deficiência, quais são seus principais tipos, causas, características e as necessidades educativas de cada deficiência. O professor precisa, antes de tudo, ter ampla visão desta área, que deve ser proveniente de sua formação acadêmica. Hoje, poucas escolas e universidades, que formam professores, abordam adequadamente a questão da deficiência em seus currículos. Urge mudar essa realidade. A atualização periódica também é indispensável, devendo ocorrer por meio de cursos, seminários e formação em serviço.
É importante que os professores tomem ciência do diagnóstico e do prognóstico do aluno com necessidades educativas especiais, entrevistem pais ou responsáveis para conhecer todo o histórico de vida desse aluno, a fim de traçar estratégias conjuntas de estimulação família-escola, peçam orientações e procurem profissionais ¾ como psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos ¾ que estejam atendendo ou que já atenderam esses alunos, solicitando relatórios e avaliações, e pesquisem várias técnicas, métodos e estratégias de ensino, em que variáveis como o desenvolvimento da linguagem, o desenvolvimento físico e sobretudo as experiências sociais estejam presentes.
A integração professor-aluno só ocorre quando há uma visão despida de preconceito, cabendo ao professor favorecer o contínuo desenvolvimento dos alunos com necessidades educativas especiais. Não é tarefa fácil, mas é possível. Quando ocorre, torna-se uma experiência inesquecível para ambos.
A interação aluno-aluno traz à tona as diferenças interpessoais, as realidades e experiências distintas que os mesmos trazem do ambiente familiar, a forma como eles lidam com o diferente, os preconceitos e a falta de paciência em aceitar o outro como ele é. Todos os alunos das classes regulares devem receber orientações sobre a questão da deficiência e as formas de convivência que respeitem as diferenças, o que não é tarefa fácil, mas possível de ser realizada. Levar os alunos de classes regulares a aceitarem e respeitarem os portadores de deficiência é um ato de cidadania.
Cabe a todos profissionais de escolas especiais, de classes especiais, de salas de apoio a portadores de necessidades especiais, aos teóricos da educação inclusiva, aos profissionais das escolas regulares e às equipes multidisciplinares e de saúde a função primordial da integração de ações, da otimização dos recursos e dos atendimentos, da criação de canais de comunicação que considerem a questão da inclusão social como prioritária e anterior à inclusão escolar.
O futuro é outra dimensão que também não pode ser esquecida, pois é preciso estar preparado para a rápida evolução tecnológica destes novos tempos, que influencia e modifica o processo educativo e a nossa relação com a construção do conhecimento.
Para a estimulação da pessoa com deficiência, a tecnologia da informação é fundamental, pois a velocidade da renovação do saber e as formas interativas da cibercultura trazem uma nova expectativa de educação para essa clientela. É necessário, portanto, criar serviços e propostas educativas abertas e flexíveis que atendam às necessidades de mudanças.
A cibercultura não só demonstra que a maior parte dos conhecimentos adquiridos por uma pessoa no início de sua vida educacional estará ultrapassada ao final de um certo tempo, como também aponta novas formas de habilitação e reabilitação de pessoas com necessidades educativas especiais. Esse fenômeno de captação de transformações constantes deve ser posto ao alcance das pessoas com necessidades especiais.
O terceiro passo para a inclusão social de portadores de deficiência é a instituição de mecanismos fortalecedores desses direitos, tais como destinação de maiores verbas públicas para os projetos que atendam esse segmento e participação de entidades de defesa de deficientes e para deficientes nos processos decisórios de todas as áreas diretamente envolvidas no atendimento dessa população.
A mídia não pode ser esquecida, pois possui um papel fundamental na promoção de atitudes positivas no sentido da inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. A criação de equipes de mediação de sistemas e a presença de ombudsmen junto aos conselhos de defesa da pessoa deficiente, que mostrem ao governo, à sociedade e à mídia os acertos e desacertos da inclusão social e escolar e seus prognósticos para curto, médio e longo prazos, devem ser consideradas.
A prática da desmarginalização de portadores de deficiência deve ser parte integrante de planos nacionais de educação, que objetivem atingir educação para todos. A inclusão social traz no seu bojo a equiparação de oportunidades, a mútua interação de pessoas com e sem deficiência e o pleno acesso aos recursos da sociedade. Cabe lembrar que uma sociedade inclusiva tem o compromisso com as minorias e não apenas com as pessoas portadoras de deficiência. A inclusão social é, na verdade, uma medida de ordem econômica, uma vez que o portador de deficiência e outras minorias tornam-se cidadãos produtivos, participantes, conscientes de seus direitos e deveres, diminuindo, assim, os custos sociais. Dessa forma, lutar a favor da inclusão social deve ser responsabilidade de cada um e de todos coletivamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BURKE, C. A special kind of hero. Nova York, Barron's, 1993.
BUSCAGLIA, L. Os deficientes e seus pais. Rio de Janeiro, Record, 1993.
PERKE, R. New life in the Neighborhood. United States, Paternon, 1980.
UNICEF, OMS, UNESCO. Medidas vitais. Brasília, Seguradoras, s/d.

Escola de Educação Especial "Anne Sullivan"

... é uma escola regular especial, particular filantrópica, que atende gratuitamente a todos os alunos de Campinas e região portadoras de surdez severa e profunda desde 1974, quando era então o Instituto Terapêutico "Anne Sullivan".

Primeira escola de Campinas especializada na educação de crianças surdas

1- Oficina de Língua de Sinais (LIBRAS)

Oficinas de capacitação no conhecimento e uso da LIBRAS para pais

Tal oficina é de fundamental importância para os pais, pois a LIBRAS, é a forma pela qual a família conseguirá se comunicar com a criança surda.

É através desta comunicação, que os pais educam seus filhos nas tarefas cotidianas e nos valores éticos, que precisam assumir, diante das mais diferentes situações.

A não aprendizagem da LIBRAS pelos pais, acarreta numa falta de comunicação, conseqüentemente, uma omissão da família no processo educativo, o que acarretará futuramente, conseqüências funestas, pois esta criança, crescerá sem o mínimo conhecimento das regras necessárias, para a convivência em sociedade.

Oficinas de capacitação no conhecimento e uso da LIBRAS
para pais e munícipes interessados...

O movimento de inclusão prevê que a sociedade se modifique, preparando-se para receber o portador em seu seio. Para tal oferecemos a Oficina de LIBRAS aos munícipes interessados, dando-lhes instrumentos para a inclusão do surdo na sociedade.

2- Adaptação de Metodologias de Ensino Para Escolas Comuns da Rede Regular de Ensino
capacitação no conhecimento e uso da LIBRAS para profissionais da educação.


Oficinas que prevê a inclusão do PPNE na escola regular, surge a necessidade da capacitação do profissional da educação, para que ele possa atuar junto ao aluno surdo de uma forma positiva.

O primeiro passo é estabelecer a comunicação através da mesma língua - a LIBRAS - para que esta, seja o instrumento mediador no processo de aprendizagem.

Palestras de capacitação sobre metodologias de ensino para crianças surdas, para profissionais da educação

A LIBRAS é um instrumento, para a comunicação com a criança surda, mas na sala de aula, adaptações metodológicas são necessárias para otimizar o trabalho do professor e aumentar o interesse e a produção do aluno.

3- Assessoria Pedagógica
Treinamento e Assessoria técnico-pedagógico aos professores da Rede Pública de Ensino


Lidar com um aluno surdo na sala de aula regular pode ser um desafio para alguns professores que nunca trabalharam com Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PPNE). Por estarmos com este projeto em implantação, de atendimento, através do Apoio Pedagógico, à alunos surdos vindos de escolas regulares e prevendo a dificuldade de seus professores para o trabalho com eles, estaremos mantendo contato com o Corpo Pedagógico destas Escolas, oferecendo-lhes Palestras, Oficina de LIBRAS, Oficinas de metodologias de ensino, para que o trabalho educativo com o aluno surdo possa seguir de forma efetiva na escola regular.

Entre em contato conosco através do nosso site (Link "Contato"Escola de Educação Especial "Anne Sullivan") e, por email (mailto:dir.pedagogica@annesullivan.com.br) ou pelo telefone (0xx19-3579-9440) para maiores informações.

Sobre as Olimpíadas em Pequim ...

Declarou o presidente da associação, MCT( Movimento dos trabalhadores Cristãos) Carlo Costalli.em uma nota.

Costalli recorda que um país onde as crianças são obrigadas a trabalhar como escravas, onde o governo apóia regimes totalitários repressivos, como o de Mianmar, um país onde é negada toda e qualquer liberdade de culto, onde religiosos, católicos e de outras confissões, e leigos são assassinados e torturados, sob a indiferença geral, não pode ser estandarte de um evento que, historicamente, é sinônimo de amizade e de fraternidade.

"realizar as Olimpíadas em Pequim significa levar a seus cofres públicos, rios de dinheiro, que será utilizado para alimentar regimes propensos à guerra, à repressão e à violação dos direitos e das liberdades humanas".

"Não é possível que justamente a China, onde se violam constantemente os mais elementares direitos humanos, seja o país escolhido para hospedar um evento de paz como as Olimpíadas"

Não basta sair às ruas e agitar bandeiras para se declarar pacífico _ concluiu Costalli _ "a verdadeira paz exige profundo respeito por todos os seres humanos". (BF/AF). Declarou o presidente da associação, MCT( Movimento dos trabalhadores Cristãos)Carlo Costalli.

Eu acrescento às palavras de Costalli....

A verdadeira paz exige uma profunda reflexão dos nossos valores e nos obrigada a fazer uma série de indagações:

QUE SUJEITOS QUEREMOS FORMAR ?
QUE SABERES QUEREMOS DISCUTIR ?
QUE SOCIEDADE QUEREMOS PARA VIVER?
QUE EDUCAÇÃO QUEREMOS PRIORIZAR?
QUE CULTURA QUEREMOS VALORIZAR?
QUE RELAÇÕES DE PODER QUEREMOS MANTER ?
QUE MUNDO QUEREMOS PRA NÓS ?

“...Se sonhamos com uma sociedade menos agressiva, menos injusta, menos violenta e mais humana, o nosso testemunho dever o de quem, dizendo não a qualquer possibilidade em face dos fatos, defender a capacidade do ser humano em avaliar, de compreender, de escolher, de decidir e, finalmente, de intervir no mundo." (Paulo Freire).

Sinopse - Livro que recomendo...


José Pacheco - Caminhos para a Inclusão


Organizado por José Pacheco, ex-diretor da célebre Escola da Ponte, de Portugal, este livro reúne experiências bem-sucedidas, realizadas na Áustria, Islândia, Espanha e em Portugal, direcionadas à educação inclusiva em escolas obrigatórias desses países e tem como objetivo oferecer aos professores, pais e serviços de apoio, informações sobre práticas de educação escolar inclusiva.

Sinopse - Livro que recomendo...



José Pacheco - Para os Filhos dos Filhos dos Nossos Filhos

Pedagogia é arte. Em todas as gerações há seres avisados, que não se deixam corroer pelos ácidos de tempos sombrios, seres que arejam instituições, abrindo janelas por onde penetram ventos de mudança. Nas apáticas escolas que ainda vamos tendo (e merecendo?), a Idade da Educação já acontece, em espaços intersticiais, apenas acessíveis a olhares que se não deixaram corromper. Todos os dias me chegam notícias de discretos prodígios. No segredo das suas salas, há professores que não esperam, que recriam. Ser esperançoso também é isto: escrever para os netos com a serena segurança de que eles serão os nossos olhos e as nossas mãos, quando os filhos deles forem, finalmente, as crianças felizes e sábias que desejaríamos todas as crianças fossem.

Na Pracinha com Luíza...

- O que ela tem?
- Não tem nada. Ela é assim.
Passados poucos segundos, a menina curiosa começou a brincar com a Luísa na areia como se no mundo não houvesse paralisia cerebral. Desde então, toda vez que alguém me pede para ficar explicando a deficiência da minha filha, dou uma resposta bem simplificada. A não ser, é claro, em circunstâncias específicas, oportunas. Para essas eu tenho até PowerPoint.
Naquele dia, na pracinha perto de casa, disse àquela criança, nas entrelinhas. "Você quer brincar com alguém diferente de você? Se sim, ótimo, seja bem-vinda. Senão, paciência."
A gente tem que entender de genética para brincar com alguém com a cor de pele diferente da nossa? E se a pessoa gosta de namorar com pessoas do mesmo sexo que ela? Vou ter que entender de psicologia comportamental ou de sei-lá-o-quê? E se ela "Por que Helodescende de uma comunidade ou etnia muito diferente da minha? Vou ter que estudar história, antropologia e geografia antes de interagir com ela?
- Você não tem o seu jeito?, eu disse. Então. Esse é o jeito dela.
A garotinha compreendeu rapidamente aquilo que é tão difícil para muitos adultos. Toda vez que eu contratava alguma ajudante lá para casa, vinham aqueles olhos amedrontados suscitando que não iriam dar conta da Luísa. Uma semana depois,Luísa já tinha uma segunda mãe.
Os olhares de estranhamento dos vizinhos, ao passar de alguns meses, tornavam-se receptivos. E vinham comentários do tipo:
- Nossa, mas ela tá evoluindo tanto. Tô impressionada!
E eu pensava cá com os meus neurônios: "Ela não evoluiu tanto assim, você é que se acostumou com ela e agora consegue vê-la."
É verdade, a deficiência grita na frente. Antes que a pessoa por trás dela chegue. A gente vê a deficiência, de cara, e não consegue enxergar mais nada.
Por isso, tirando alguns dias em que estou realmente de mau humor, não nutro sentimentos negativos em relação a essas pessoas. Não as vejo como discriminadoras ou preconceituosas. Apenas reagem ao que é diferente da maioria.
- Que problema ela tem?
- No momento, nenhum. Está tudo bem.
Problema é aquilo que tem solução. Deficiência é deficiência. Enquanto não houver o domínio das células-tronco ou de alguma outra tecnologia, não tem como"consertá-la" . Ora, o que não tem solução não é problema.
Problema é trazer minha filha à pracinha perto da nossa casa e não ter um brinquedo onde ela possa brincar. Problema é querer comprar uma cadeira de rodas bonita, prática, leve e funcional e não encontrar uma assim no Brasil. Problema é querer adaptar Luísa ao computador e não ter um teclado nacional que seja adequado para quem tem dificuldade motora. Problema é querer passear com ela nas redondezas e não ter uma calçada sem buracos que não torne o nosso passeio um ato perigoso. Há muitos outros problemas que precisam ser solucionados.
Com a minha filha está tudo bem. Ela tem uma saúde ótima, um emocional tranqüilo, é bem-educada e cheia de vida. Agora, não posso dizer o mesmo do país onde ela vive. Hoje tenho trauma de pracinha. Só de olhar para aqueles brinquedos, sinto um mal-estar.

• - Cristiana Soares autora do texto , é redatora, carioca morando em Sampa. Mãe da Luísa e da Lorena, apaixonada por comunicação e internet. Acaba de lançar seu primeiro livro, de literatura infantil, "Por que Heloísa?" nas livrarias.

Incluão Social - Direito à Igualdade...

No Brasil, em 1989, o então Presidente da República José Sarney, sancionou a Lei 7.853, publicada em 24 de outubro, dispondo sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), instituindo a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplinando a atuação do Ministério Público e definindo crimes.

A legislação garante aos portadores de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao amparo, à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico, afastadas as discriminações e os preconceitos de qualquer espécie.

Todo o aparato legal estatuído por meio da Lei n. 7.853/89 e do Decreto n. 3.298/99 necessita, para a sua cristalização, de atitudes concretas do Poder Público.
Nesse sentido, qual o significado do direito à integração social das pessoas portadoras de deficiência? Qual o conteúdo desse direito? A resposta passa obrigatoriamente pelo direito à saúde, ao trabalho - protegido ou não - à vida familiar, à eliminação de barreiras arquitetônicas, ao transporte, à educação, ao lazer e à seguridade social.

Entretanto, existe um outro direito que permeia todos os acima mencionados e que se constitui na razão pela qual esse conjunto necessita ser garantido: o direito à igualdade. Ou seja, a inclusão social das pessoas portadoras de deficiência é pressuposto essencial para a garantia desse direito à igualdade.

O direito à igualdade surge como regra de equilíbrio dos direitos das pessoas portadoras de deficiência e somente entendendo-se esse princípio é possível compreender-se o tema da proteção excepcional devida às mesmas..

O entendimento do princípio da igualdade pressupõe o conhecimento dos dois sentidos dessa palavra. A regra isonômica não admite qualquer privilegio, tratando igualmente as pessoas. Isto, é o que se denomina igualdade formal ou igualdade perante a lei (Araújo, 1994:82). No artigo 5º da constituição cuida de realçar certos valores, direitos de pessoas ou grupos, que necessitam de proteção especial.

A igualdade de tratamento, portanto, deve ser quebrada diante de situações lógicas que, obviamente, autorizem tal ruptura. É, portanto, razoável entender que a pessoa portadora de deficiência tem, pela sua própria condição, direito à quebra da igualdade, em situações nas quais participe com pessoas sem deficiência.

É sensato, com isso, afirmar que a pessoa portadora de deficiência tem direito a um tratamento especial de saúde ou à criação de programas de educação especial ou, ainda, ao acesso livre a qualquer local, por meio da eliminação das barreiras arquitetônicas.

Assim, a preservação do direito à igualdade, preconizado pelo art. 5º, inciso I, da Constituição Federal, é o que está implícito no direito à integração da pessoa portadora de deficiência a garantia do direito à inclusão, e, em última análise, do direito à igualdade dos portadores de deficiência, é essencial para a proteção do seu direito à DEMOCRACIA,

A Constituição já contempla esses direitos - à igualdade e à democracia. Mas é necessário que o portador de deficiência exija o cumprimento do seu efetivo exercício, através de mediação do poder público – atuação governamental, por meio da expedição de atos executivos e obedecendo a existência da Lei 7.853/89 e do Decreto 3.298/99

Qual é a nossa dificuldade em relação a dificuldade do outro?




Temos que ter um olhar crítico em relação ao nosso preconceito para podermos vencê-lo e somente assim poderemos enxergar o outro como um ser humano normal, mas com necessidades especiais...

A introdução do computador na educação tem provocado uma verdadeira revolução na concepção de ensino e de aprendizagem. A quantidade de programas educacionais e as diferentes modalidades de uso do computador mostram que esta tecnologia pode ser bastante útil no processo de ensino-aprendizagem, e à medida em que este uso se dissemina, passa a ser uma ferramenta de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade do ensino.

As mudanças acarretadas pela sociedade da informação foram muito rápidas, sendo que a maioria dos professores não conseguiu acompanhá-las. O uso do computador como meio educacional acontece juntamente com um questionamento da função da escola e do papel do professor. A função do aparato educacional não deve ser a de ensinar, mas a de promover o aprendizado. Isso significa que o professor deixa de ser o repassador de conhecimento para ser criador de ambientes de aprendizado e de facilitador do processo pelo qual o aluno adquire conhecimento.

Numa sociedade que busca o ensino de qualidade para todos, é fundamental que, além do uso de novas tecnologias, o professor esteja preparado para receber, em suas classes regulares, alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Porém, atualmente, alunos com necessidades educacionais especiais estão sendo aceitos na rede regular de ensino, sem que o professor tenha alguma formação na área de dEficiência, além de não possuir a formação necessária para o uso de informática. No âmbito das tecnologias assertivas o computador pode ser um caderno eletrônico, desde que sejam utilizados hardwares e softwares adequados.

Ao estudarmos a história da educação especial no Brasil e no mundo, podemos constatar, segundo Sassazaki (1996), que esta história teve quatro principais fases.

A primeira, que corresponde ao período anterior ao século 20, pode ser chamada de fase da exclusão, na qual a maioria das pessoas com deficiência e outras condições era tida como indigna de educação escolar.

A segunda fase, chamada de segregação, já no século 20, começou com o atendimento às pessoas dEficientes dentro de grandes instituições que, entre outras coisas, propiciavam classes de alfabetização. A partir da década de 50 e mais fortemente nos anos 60, com a eclosão do movimento dos pais de crianças a quem era negado ingresso em escolas comuns, surgiram as escolas especiais e, mais tarde, as classes especiais dentro de escolas comuns. O sistema educacional ficou com dois subsistemas funcionando paralelamente e sem ligação uma com a outra: a educação comum e a educação especial.

A terceira fase, localizada na década de 70, constituiu a fase da integração, embora a bandeira da integração já tivesse sido defendida a partir do final dos anos 60. Nesta nova fase, houve uma mudança filosófica em direção à idéia de educação integrada, ou seja, escolas comuns aceitando crianças ou adolescentes dEficientes nas classes comuns ou, pelo menos, em ambientes o menos restritivo possível.

Só que se consideravam integrados apenas aqueles estudantes com deficiência que conseguissem adaptar-se à classe comum como esta se apresentava, portanto sem modificações no sistema. A educação integrada ou integradora exigia a adaptação dos alunos ao sistema escolar, excluindo aqueles que não conseguiam adaptar-se ou acompanhar os demais alunos. As leis sempre tinham o cuidado de ressaltar a condição "preferencialmente na rede regular de ensino", o que deixava em aberto a possibilidade de manter crianças e adolescentes com deficiência nas escolas especiais.

Finalmente, a quarta fase, a de inclusão, surgiu na segunda metade da década de 80, incrementou-se nos anos 90 e vai adentrar o século 21. A idéia fundamental desta fase é a de adaptar o sistema escolar às necessidades dos alunos. A inclusão propõe um único sistema educacional de qualidade para todos os alunos, com ou sem deficiência e com ou sem outros tipos de condição atípica. A inclusão se baseia em princípios tais como: a aceitação das diferenças individuais como um atributo e não como um obstáculo, a valorização da diversidade humana pela sua importância para o enriquecimento de todas as pessoas, o direito de pertencer e não de ficar de fora, o igual valor das minorias em comparação com a maioria. A educação inclusiva depende não só da capacidade do sistema escolar (diretor, professores, pais e outros) em buscar soluções para o desafio da presença de tão diferentes alunos nas classes, como também do desejo de fazer de tudo para que nenhum aluno seja novamente excluído com base em alguma necessidade educacional muito especial.

O autor citado anteriormente ainda aponta alguns pressupostos básicos, que devem ser levados em consideração ao analisarmos o processo de inclusão educativa:

1. o que é melhor para pessoas dEficientes depende de inúmeros fatores (desejo dos pais; desejo das próprias pessoas dEficientes; opinião das autoridades educacionais, a realidade escolar da cidade ou região etc.);

2. escola integrada e escola integradora significam a mesma coisa, dentro da proposta surgida na fase da integração;

3. dentro da proposta de inclusão, a escola especial, a sala de recursos e os professores de educação especial terão novas e mais importantes funções, e as classes especiais não serão mais necessárias;

4. uma escola inclusiva, diferentemente de uma escola integradora, acolhe todos os alunos adaptando-se às suas diferentes necessidades;

5. uma escola comum, tal qual sempre existiu, não se torna automaticamente uma escola inclusiva só porque admitiu alguns alunos com deficiência nas classes comuns;

6. uma escola comum só se torna inclusiva depois que se reestruturou para atender à diversidade do novo alunado em termos de necessidades especiais (não só as decorrentes de deficiência física, mental, visual, auditiva ou múltipla, como também aquelas resultantes de outras condições atípicas), em termos de estilos e habilidades de aprendizagem dos alunos e em todos os outros requisitos do princípio da inclusão, conforme estabelecidos no documento "A Declaração de Salamanca e o Plano de Ação para a Educação de Necessidades Especiais".

O referido documento foi adotado por mais de 300 participantes representando 92 países e 25 organizações internacionais, presentes na Conferência Mundial sobre Educação de Necessidades Especiais: Acesso e Qualidade, realizada na cidade de Salamanca, Espanha, em junho de 1994, com o patrocínio da UNESCO e do Governo Espanhol.

Trata-se do mais completo texto sobre inclusão na educação, em cujos parágrafos fica evidenciado que a educação inclusiva não se refere apenas às pessoas com deficiência e sim a todas as pessoas, dEficientes ou não, que tenham necessidades educacionais especiais em caráter temporário, intermitente ou permanente. Isto se coaduna com a filosofia da inclusão à medida em que a inclusão não admite exceções - todas as pessoas devem ser incluídas.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão : Construindo uma Sociedade para Todos. Editora WVA, Rio de Janeiro, 1997.

________. As Escolas Inclusivas na Opinião Mundial. In: Sassazaki, R. K. educação para o trabalho. Curitiba, 1998. workshop realizado no II Congresso Brasileiro sobre Educação Especial, 4 a 7 de abril, 1998. 2p. (mimeo).

Oficina de Criatividades - By Jacirinha

Porta-lápis com latinhas












Não dá para jogar fora as latinhas de leite né!?
Elas nos dão muitas possibilidades!!!!
beijãooooooooooooooo

Potinho reciclado




Este foi um dos projetinhos confeccionados na oficina de Samambaia.
beijãoooooooooooooooo

Oficina em Samambaia-DF









Oficina realizada na AFMA em Samambaia -DF.
Amiguinhas, adorei vocês de montãoooooooooooooo
Pense num grupo de mulheres animadas!!!!
beijãooooooooooooo

Plaquinha da Joaninha





Amiguinhas, mais uma plaquinha para vocês.
beijãooooooooooo

Aproveitando embalagens




Nestas festa juninas, tem muitos potinhos interessantes, que dá pena jogar fora.
Então...recicle todos!!!
Aproveite o EVA que é um material barato e colorido e dê um toque especial as sua peças.
beijãooooooooooooooo

Risque rabisque





Este foi um dos projetinhos feito na oficina.
beijãoooooooo

Santinha no oratório




Oratório em madeira, pintado com tinta acrílica.

Caderninhos decorados

































AMO FAZER CADERNINHOS!!!!!

III Oficina em Águas Claras-DF





Esta blusinha que estou vestida, foi minha querida Rejane do Rio de Janeiro que me presenteou na minha última oficina na cidade maravilhosa.
Amigaaaaaaaaaaaaa!!! desculpe não ter falado antes viu! É que só agora encontrei, depois da louca mudança.
Será marquinha das minhas oficinas.
beijãooooooooooooooooo

Espantalho na latinha





Uma sugestão de enfeite para mesa.
Bem simples de fazer, e fica uma gracinha.
beijãooooooo

Bandeiras Juninas





































































Amiguinhas, fiz estas bandeiras para uma festa junina em Cuiabá-MT.
Elas medem 2,00x2,00 é feita com tnt e detalhes com materiais diversificado.
Já até postei anteriormente algumas delas, mas hoje resolvi postar todas para que possam servir de idéias.
Espero que ajude vocês na decoração da escolinha na festa junina.
beijãoooooooooo

Potinho Reciclado









Este potinho é aquele que vem pé de moleque dentro.
Ele tem um tamanho bem legal, e pode ser aproveitado para várias coisas.
Usei EVA e cola instantânea, pois ela fixa melhor no plástico.
beijãoooooooooo

Recadinho para os namorados





Para você que quer deixar seu amado bem apaixonado.
Então...este cartãozinho é bem simples de fazer.
Tenho certeza que ele vai adorar!!!!
beijãooooooooooo

Casal de pinguim apaixonado




Amiguinhas, aqui está o molde do pinguim, é mais um modelinho para vocês.
beijãoooooooooo

Família Pinguim





Plaquinha feita com eva e tinta acrílica.
Amei fazer!!!!

Espantalho e leãozinho






Dois modelinhos para as amiguinhas fazerem com as crianças.

Revista Escola-On-line

Sites e links Diversos

Atividades Educativas - Libras

Vez da voz - Interagindo com as diferenças

Rybená -Inclusão Social

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TANGRAM - Brincando também se aprende

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SOBRE O FALA MESTRE!

"Posso dizer que no FALA MESTRE!, apenas montei um buquê com as flores de outros autores, e que pouco trago de meu a não ser o cordão que as une, o qual lhe ofereço com CARINHO".
Montaigne

Faço dessas palavras minhas palavras...

O Falamestre! foi criado com o objetivo de promver o intercâmbio cultural e dar enfoque aos rumos da educação no Brasil. E ainda: Indicar bons sites, links interessantes, bons artigos, bons textos, excelentes blogs em todas as áreas da educação facilitando a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade de boas práticas pedagógicas e cognitivas à todos os profissionais que desejam uma educação de melhor qualidade.

Esse espaço é seu Educador. Vamos nos dar as mãos, somar qualidades, somar competências, somar forças, somar esperanças... Como diz Paulo freire. "Éfalsa ideologia a afirmação, quando se diz "AFINAL A REALIDADE É ESSA MESMA". NENHUMA REALIDADE É ASSIM MESMO! TODA REALIDADE ESTÁ AI SUBMETIDA A POSSIBILIDADE DE NOSSA INTERVENÇÃO NELA....

Há um provérbio chinês que diz: Se dois homens, cada um com um pão vem por um caminho e ao se encontrarem eles trocam esse pão, cada homem vai embora com um pão somente. Por outro lado, quando dois homens, cada um com uma idéia, encontram-se e trocam suas idéias, ao sair desse encontro cada homem parte com duas idéias diferentes, pelo menos... Sejam Bem Vindos! Lúcia Ribeiro.

Mensagens de blog

mariana souto

Perguntas - Auxilio em TCC

Olá, boa tarde!
Gostaria de fazer algumas perguntas sobre educação infantil pois estou fazendo meu TCC sobre o assunto (faço Ciência da Computação).
- COM QUAL IDADE COMEÇA O APRENDIZADO DAS CORES?
- COMO É ENSINADO?
- QUANTO TEMPO LEVA PARA SE APRENDER 1 COR?
- COM QUAL FREQUENCIA SE PODE APLICAR ESSE ENSINO?
- QUAIS CORES SÃO ENSINADAS?
- EXISTEM CORES QUE SÃO MAIS DIFICEIS DE APRENDER DO QUE OUTRAS?
- EXISTEM O ETOS ESPECIFICOS PARA ASSOCIAÇÃO DAS CORES?

Agradeço desde já a atenção.

Mariana… Continuar

Postado por mariana souto em 21 abril 2009 às 19:33

Andréa Barreto

Luto contra o Provão ?

O dia foi 19 de março de 2009 e o lugar é qualquer Escola do Município do Rio de Janeiro.

As salas de aula lotadas, alunos e professores ansiosos. Pela primeira vez, em muitos anos vejo alguma preocupação e seriedade em alguma avaliação feita dentro de uma escola da rede.

Os alunos fazem a prova e os professores recolhem. A prova ( ou Provão como foi apelidada) foi corrigida e tabulada. Alguns meninos foram muito bem ( alívio). Outros nem souberam escrever seu nome ( pânico).

Some-se neste ce… Continuar

Postado por Andréa Barreto em 29 março 2009 às 19:03

Lúcia Ribeiro

Oficina de idéias - Bloquinhos







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Postado por Lúcia Ribeiro em 27 novembro 2008 às 11:30 ‚Äî 1 Comentário

Lúcia Ribeiro

Fundamentação para a prática pedagógica

0 a 3 anos

- '' Unir cuidados e conteúdos... ...é oferecer ao mesmo tempo afeto e Educação desde os primeiros anos de vida'', diz a professora e pesquisadora Beatriz Ferraz.

- Rolar, pular, dançar... e todos os outros agitos imagináveis com o corpo são essenciais para interagir com os colegas e aprender a ocupar os espaços

- Estimular a produção artística... proporciona as condições para identificar marcas pessoais na hora de criar e de apreciar

- Música: Descobrir sons

- Artes visuais: Gra… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 26 novembro 2008 às 12:30

Lúcia Ribeiro

Caixinha Reciclada







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Postado por Lúcia Ribeiro em 24 novembro 2008 às 20:15

Lúcia Ribeiro

Cartão rústico

OFICINA DE IDÉIAS - FAÇA VOCÊ MESMO SEU CARTÃO!


Cartão rústico




Cartão feito com cartolina kraft, papel reciclado, juta vermelha, pau de canela, florzinha feita com papel artesanal cortada com fu… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 24 novembro 2008 às 20:02

Lúcia Ribeiro

Oficina de Natal


Visitei e me encantei... Visite vc. também! Ótimas sugestões de trabalhinhos para vc. realizar com seus alunos professor.

Reciclagem: Trabalhar a conscientização da Preservação Ambiental pode ser prazeroso com estes trabalhinhos lindos!


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Postado por Lúcia Ribeiro em 24 novembro 2008 às 19:00

Lúcia Ribeiro

Consciência Negra...


Para muito além do dia 20, para sermos!
É através do discurso que são construídos sentidos que influenciam e organizam tanto nossas ações quanto a concepção que temos de nós mesmos. Sendo a revista Raça um meio voltado para despertar uma consciência étnica nos seus leitores, tendo o propósito de recontar a história do povo negro, dando em suas publicações informações cruciais… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 20 novembro 2008 às 18:00

Lúcia Ribeiro

Literatura - Livro que recomendo...

ESTIMULANDO INTELIGÊNCIA - Volume 2


PIERLUIGI PIAZZI

Sinopse do livro...
Por meio de um texto leve e bem-humorado, tal como seu predecessor, o livro mostra como criar um ambiente doméstico e escolar que estimule o aumento do nível de inteligência das crianças, dos jove… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 20 novembro 2008 às 16:30 ‚Äî 1 Comentário

Lúcia Ribeiro

Literatura - Livro que recomendo...

APRENDENDO A INTELIGÊNCIA


por: Pierluigi Piazzi

“Como tirar melhor proveito do cérebro dos filhos”. Ele explica de forma clara, como funciona o nosso cérebro, ensina técnicas para estimular a inteligência, além de falar sobre a importância do hábito da leitura e a… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 20 novembro 2008 às 16:00

Lúcia Ribeiro

Qualidade em educação – É da “união que nasce a força”



Tenho sempre defendido a política da “boa vizinhança” entre os educadores, entre outras palavras que é através da união dos educadores, da partilha, da socialização de suas boas experiências pedagógicas que podemos dar alguns passos para que a educação de qualidade seja uma realidade… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 18 novembro 2008 às 18:30

Andréa Barreto

Para Filosofar!

Lendo o artigo da filósofa VIVIANE MOSÉ, que saiu no Jornal O Globo ( 26/10/2008) fiquei com um misto de indignação e de acesso de riso. ( Para ler o artigo, clique aqui).
O acesso de riso, eu explico: A cara filósofa sabe filosofar, mas não entrou em nenhuma Escola Municipal para verificar a realidade das mesmas na cidade do Rio de Janeiro. Aliás, qualquer um escreve sobre Educação sem conhec… Continuar

Postado por Andréa Barreto em 15 novembro 2008 às 15:30

Lúcia Ribeiro

Modelos de Fichas

FICHA SONDAGEM



REALIZANDO UMA SONDAGEM

AS INVESTIGAÇÕES SOBRE A PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA PERMITEM AO PROFESSOR ATUAR COMO MEDIADOR NO PROCESSOR ENSINO-APRENDIZAGEM E FORNECER PISTAS PARA O APRENDIZ TORNAR-SE ALFABÉTICO.NESSE PROCESSO, A SONDAGEM DIAGNÓSTICA CAPACITA O EDUCADOR A CONHECER AS HIPÓTESES DAS CRIANÇAS ENVOLVIDAS.
PARA REALIZAR UMA SO… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 11 novembro 2008 às 18:30

Lúcia Ribeiro

Sugestões para preenchimento do relatório

Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, em teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele te aguarda em tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada em teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade.
( Mestre Khane)



Observações

É importante considerar, na construção do relatório os seguintes critérios:

• A avaliação deve ser sempre enfatizar os avanços e não apenas os fracassos. Registrar o que o aluno conseguiu… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 11 novembro 2008 às 18:16

Lúcia Ribeiro

Os 8 erros mais comuns que os estudantes cometem

Introdução
Segundo semestre e, em particular, terceiro trimestre (quarto bimestre em algumas escolas) muitos alunos descobrem (acordam!) que sua situação letiva está desesperadora!

Precisam tirar 10 para não ficarem em recuperação ou então precisam tirar 10 e ainda assim irão par a recuperação e todas as outras combinações possíveis que os deixam (e seus pais) em desespero!

Correm então para as aulas particulares, para as noites em cima dos livros e outras estratégias menos nobres, que não val… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 10 novembro 2008 às 16:30

Andréa Barreto

Ler deveria ser Proibido

Participei de uma Reunião onde o texto central foi esse e resolvi postar aqui:

Por: Guiomar de Grammon

"A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bo… Continuar

Postado por Andréa Barreto em 2 novembro 2008 às 16:38

Lúcia Ribeiro

Para gostar de ler 1 - É DE PEQUENO…

"Os livros que se lê quando criança são os mais importantes, são os que o ajudam a transformar na pessoa que será quando grande... "Professor incentive no seu aluno o hábito pela leitura.


Não nasci em uma casa com livros. Mas nos anos 70 ainda existiam os vendedores de en… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 1 novembro 2008 às 23:00

Lúcia Ribeiro

OFICINA - RECICLAGEM DE PAPEL

"Ensinar é aprender duas vezes."
(Joseph Joubert.)

BIJUTERIAS EM PAPEL



Foto: Begonia Javares

O que você precisa:

* papéis coloridos usados: revistas, papéis de presente, etc.
* régua
* lápis
* tesoura
* cola branca
* linha ou fio de nylon
* agulha grande

Etapas

1. Numa fo… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 31 outubro 2008 às 0:00

Lúcia Ribeiro

Inclusão, Linguagem e Matemática para surdos


A COMUNIDADE SURDA: PERFIL, BARREIRAS E CAMINHOS PROMISSORES NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA.

Fiz essa Síntese da dissertação de mestrado que relata uma experiência de uso de tangram e origami (técnica oriental de dobradura de papéis) para o ensino de geome… Continuar

Postado por Lúcia Ribeiro em 29 outubro 2008 às 22:30

A educação e o significado da vida

RESENHA
A educação convencional dificulta sobremodo o pensar independente. A padronização do homem conduz a mediocridade[...] tememos pensar em desacordo com o padrão social vigente, num falso respeito à autoridade e à tradição. Felizmente algumas pessoas se interessam com seriedade pelo exame dos problemas humanos, livres do preconceito da esquerda ou da direita...Os sistemas quer educativos, quer políticos, não se transformam miraculosamente; só se modificam quando há em nós uma transformação fundamental. O indivíduo é de primordial importância, e não o sistema...

Não deve a educação estimular o indivíduo adaptar-se a sociedade ou a manter-se negativamente em harmonia com ela, mas ajudá-lo a descobrir os valores verdadeiros, que surgem com a investigação, livre de preconceitos e com o autoconhecimento.

Que benefício traz a instrução, se no decorrer da vida nos destruímos? A série de guerras devastadoras que temos tido, uma após a outra evidencia uma falha fundamental na educação que proporcionamos aos nossos filhos...Mas essa liberdade não se alcança quando o indivíduo só está interessado no próprio engrandecimento e bom êxito.

A liberdade vem com o autoconhecimento, mediante o qual a mente se eleva acima dos empecilhos que para si própria criou ao ansiar por segurança.

É função da educação ajudar cada indivíduo a descobrir todos esses empecilhos psicológicos, e não apenas impor-lhe novos modelos de conduta, novos modos de pensar

[...]O HOMEM ignorante não o é sem instrução, mas aquele que não conhece a si mesmo - e insensato é o homem intelectualmente culto ao crer que os livros, o saber e a autoridade lhe podem dar a compreensão.

Viver num só nível, desprezando o processo global da vida, é atrair desgraças e destruição. A maior necessidade e o problema mais urgente de todo indivíduo é adquirir uma compreensão integral da vida, que o habilite a enfrentar suas contínuas e crescentes complexidades.

- O educador não é um mero transmissor de conhecimentos; é um homem que mostra o caminho da sabedoria, da verdade. Para instituirmos a educação correta, é indispensável compreender o significado da vida como um todo, e, para tal, devemos ser capazes de pensar, não rigidamente, mas de maneira direta e verdadeira.

Não visa a educação a produzir meros letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados, livres de todo o temor; porque só entre tais entes humanos pode haver paz duradoura. (Lucinharib)

J.Krishnamuti, Hugo Veloso - 2003 - 129 páginas.

EDUCAÇÃO INOVADORA - MORAN

Todos somos educadores


Num sentido amplo, todos somos educadores.

Somos "educadores",
porque ensinamos
- consciente ou inconscientemente -
formas mais ou menos interessantes de viver,
que podem servir de estímulo para evoluir
ou de pretexto para manter-se na mediocridade.

Somos educadores,
quando vamos nos construindo
como pessoas melhores, mais equilibradas,
mais competentes
profissionalmente,
emocionalmente,
socialmente.

Somos educadores de nós mesmos,
se vivemos cada etapa da vida com coerência,
aprendendo a lidar com nossas dificuldades,
contradições, defeitos,
e avançamos, no ritmo possível,
tornando-nos pessoas mais afetivas, engajadas, realizadas.

Somos educadores,
quando contribuímos para motivar as pessoas
que estão perto de nós,
quando transmitimos esperança,
quando ensinamos valores humanizadores,
principalmente pelas nossas ações.

Somos educadores,
quando construímos uma trajetória pessoal,
familiar, profissional e social digna,
crescente e rica em todas as dimensões.

Muitos não acreditam no seu potencial de crescimento
e, infelizmente, se perdem ou se contentam
com uma vida superficial,
consumista, autocentrada e insignificante.

Vale a pena - ao olhar para nossa vida, tão rápida e insegura –
constatar que está valendo a pena,
que nosso saldo é positivo,
que não nos contentamos simplesmente em sobreviver,
que nos realizamos cada vez mais
- com problemas e contradições -
como pessoas mais abertas, humanas e atuantes socialmente.

Por que as mudanças são tão lentas na educação?

Por que numa época de grandes mudanças sociais, elas acontecem de forma tão lenta na educação? Por que profissionais educacionais bem preparados demoram para executar mudanças pedagógicas e gerenciais necessárias?

Mudanças dependem de uma boa gestão institucional com diretrizes claras e poder de implementação, tendo os melhores profissionais, bem remunerados e formados (realidade ainda muito distante). Mas um dos caminhos que pode esclarecer algumas dificuldades da mudança pessoal é que as pessoas têm atitudes diferentes diante do mundo, da profissão, da vida. Em todos os campos encontramos profissionais com maior ou menor iniciativa, mais ou menos motivados, mais convencionais ou proativos. Nas instituições educacionais – organizações cada vez mais complexas - convivem gestores e professores com perfis pessoais e profissionais bem diferentes.

Numa primeira análise, constatamos que existem, basicamente, dois perfis profissionais (com diferentes variáveis e justificativas): os automotivados e os que precisam de motivações mais externas. Os automotivados são mais ativos, procuram saídas, não se detêm diante dos obstáculos que aparecem e por isso costumam realizar mais avanços a longo prazo. Os motivados externos são mais dependentes, precisam ser mais monitorados, orientados, dirigidos. Sem essa motivação externa perdem o ímpeto, quando aparecem dificuldades, ou quando o controle diminui. Os automotivados pesquisam e, com poucos recursos ou condições, constroem novos projetos. Os dependentes, nas mesmas ou melhores condições, preferem executar tarefas, obedecer ordens, realizar o que outros determinam. Os dependentes querem receitas, os automotivados procuram soluções. Por que uns são mais motivados do que outros? Uma das explicações, na minha opinião, é que os motivados procuram ou encontram um sentido mais profundo no que fazem na vida do que os dependentes, que encaram a educação mais como profissão e sobrevivência econômica, sem outros ideais que os orientem.

Nas mesmas instituições educacionais e nas mesmas condições, gestores, professores, funcionários mostram posturas e perfis diferentes. Encontramos basicamente quatro tipos de profissionais:


1. Profissionais previsíveis
São gestores e professores que aprendem modelos e tendem a repeti-los permanentemente. Gostam da segurança, do conforto da repetição. Dependem de motivações externas. Fazem pequenas alterações, quando pressionados, mas, se a pressão da autoridade diminui, o comportamento tradicional se restabelece.
Encontramos profissionais previsíveis competentes, que realizam um trabalho exemplar, sério, dedicado. E encontramos também previsíveis pouco competentes, pouco preparados, que copiam modelos, receitas sem muita criatividade.

2. Profissionais proativos, automotivados

São gestores e professores que buscam sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (se motivam para continuar aprendendo). Diante de novas propostas ou idéias, fazem pesquisa, e procuram implementá-las e avaliá-las.

Temos duas categorias de proativos: Uns são dinâmicos, ágeis e implementam soluções previsíveis, conhecidas, aprendidas em palestras ou cursos de formação. Outros são proativos inovadores: Trazem propostas diferenciadas, ainda não tentadas antes. Ambos são importantes para fazer avançar a educação, mas é dos inovadores neste momento que precisamos mais.

3. Profissionais acomodados

São professores e gestores que procuram a educação porque – na visão deles - é uma profissão pouco exigente e muito segura. Não se ganha muito, mas permite ser levada como “um bico”, sem muito compromisso. São profissionais burocráticos, que fazem o mínimo para se manter; questionam os motivados, os jovens idealistas; culpam o governo, a estrutura, os alunos pelos problemas. Muitas vezes ocupam cargos importantes e os utilizam em proveito próprio ou de grupos específicos, que os apóiam ou elegem. São um peso desagregador e imobilizador nas escolas, que torna muito mais difícil realizar mudanças.


4. Profissionais com dificuldades maiores

Alguns tem dificuldades momentâneas ou conjunturais. Passam por uma crise pessoal ou familiar, ou alguma doença que dificulta o seu desempenho profissional. Com o tempo se recuperam e retomam o ritmo anterior. Mas também há profissionais que possuem dificuldades mais profundas. Pode ser de relacionamento - são difíceis, complicados, não sabem trabalhar em grupo – de esquizofrenia, de autocentramento – se acham os donos do mundo – e tantas outras. São pessoas difíceis, que complicam muito o andamento institucional, a relação pedagógica e a gestão escolar.

Nas instituições convivem estes quatro tipos de profissionais, que contribuem de forma diferente para os avanços necessários na educação:
  • Os previsíveis, mesmo vendo os problemas, preferem continuar com sua rotina confortável e só mudam com uma pressão continuada externa.
  • Os proativos estão prontos para fazer mudanças, mesmo antes de serem solicitadas institucionalmente e procuram implementá-las em pequena escala, quando não há ainda uma política institucional que favoreça as mudanças.
  • Os acomodados são os que mais criticam o estado das coisas, os que culpam os demais pelos problemas – governo, direção, alunos mal preparados, condições de trabalho, salários baixos – e utilizam esses questionamentos que fazem sentido para justificar sua não ação, sua pouca preocupação com as mudanças efetivas. Criticam muito, realizam pouco e atrapalham os proativos, muitas vezes com críticas corrosivas e pessimistas (“já vimos esse filme antes e não deu em nada”, “isso é fogo de palha, idealismo de jovens...”).
  • Os que têm dificuldades maiores são também um peso na mudança, porque ou estão em um período complicado e pouco podem contribuir ou possuem personalidades difíceis, ariscas, autoritárias, que tornam complexa a convivência, quanto mais a mudança.
O meu texto completo está em www.eca.usp.br/prof/moran/lentas.htm


Aprendendo e ensinando a ser livres

A pior forma de escravidão é a de sentir-nos prisioneiros de um horizonte estreito, fechado, medroso e desesperançador; sem acreditar que todos temos condições de mudar, que nossa vida pode ser muito mais interessante e que isso está ao alcance de cada um de nós. Vejo gente demais sofrendo demais por situações que podem ser superadas, mas que para elas são definitivas. Não percebem que podem levar uma vida diferente, acreditam num fatalismo imobilizador, sem chances reais de serem mais felizes e realizadas.

Sonham todos os sonhos possíveis nas novelas, mimetizam os personagens de sucesso, mas sentem-se intimamente impotentes para fazerem mudanças profundas, a não ser pela sorte ou pelo reconhecimento social (ser visto, aparecer na TV) e se contentam com “ir tocando a vida como ela é”.

Este país precisa de uma segunda libertação da escravidão: da escravidão das expectativas medíocres, de contentar-se com migalhas, de acreditar que só uns poucos privilegiados podem conseguir tudo, e de que só nos resta sonhar sonhos alheios, inalcançáveis num balão distante.
Todos podemos aprender a nos construir como pessoas mais livres, abertas, humanas, alegres. Todos podemos ser pessoas mais interessantes, realizadas e produtivas.

A educação precisa focar mais, junto com a competência intelectual, a construção de pessoas cada vez mais livres, evoluídas, independentes e responsáveis socialmente. Uma educação interessante, aberta e estimulante, que descortine novos horizontes profissionais, afetivos, sociais e favoreça escolhas mais significativas em todos os campos. Uma educação que ajude as pessoas a acreditarem em si, a buscar novos caminhos pessoais e profissionais, a lutar por uma sociedade mais justa, por menos exploração, a dar confiança a crianças e jovens para que se tornem adultos realizados, afetivos, inspiradores.

Na escola que temos, aprendemos pouco e não aprendemos o principal: a sermos pessoas plenas, ricas, criativas e empreendedoras. Para isso precisamos aprender a ler, a compreender, a contar, a escolher uma profissão, mas precisamos fazê-lo de forma diferente a como o estamos fazendo até agora, insistindo na integração entre a dimensão intelectual, a emocional e a comportamental de uma forma criativa e inovadora. Vale a pena investir nas pessoas, na esperança de mudança, e oferecer-lhes instrumentos para que se sintam capazes de caminhar por si mesmas, de realizar atividades cada vez mais interessantes, complexas, desafiadoras e realizadoras. Essa é a educação que desejamos e que é plenamente viável.

Além de uma escola diferente, é importante realizar ações de educação continuada de todos, principalmente dos marginalizados, para que encontrem sentido nas suas vidas e motivação para querer sair de onde estão. A educação não acontece só na sala de aula, mas em todos os momentos e com todas as pessoas, na interação cotidiana, na forma como olhamos, conversamos, falamos, ouvimos, agimos.

Os educadores nos sentimos meio perdidos e descrentes, diante de tantos desafios e condições profissionais pouco dignas. Se formos pessoas amadurecidas, equilibradas e otimistas nossos alunos encontrarão em nós motivos para também acreditarem em si, para avançar mais, para serem melhores.

Agora é a chance de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.

Texto meu disponível em www.eca.usp.br/prof/moran/livres.htm

Causar impacto ou fazer escolhas coerentes?

Na vida fazemos escolhas bobas e escolhas significativas. As mais importantes são as que nos levam ao que somos neste momento: que tipo de pessoa nos tornamos? Vivemos para os outros (o que conta é aparência, não a verdade) ou vivemos para nós mesmos? Somos pessoas coerentes ou incoerentes? Procuramos melhorar ou já desistimos? Em que áreas continuamos evoluindo e em quais já não o intentamos mais?

A tentação de seguir a orientação externa é muito grande, de olhar sempre para os demais para depois agir e, em doses excessivas, nos prejudica muito. A desistência, também. A coerência é complicada, porque nos exige uma constante vigilância contra nossa vontade de enfeitar, de mentir, de esconder, de mascarar. E há mil justificativas para o fingimento. A curto prazo, lucramos muito mais: fingir é mais fácil que realizar. A longo prazo, a coerência interna, a aceitação de cada etapa - mesmo do que não conseguimos mudar- é fundamental para o nosso crescimento como pessoas e como profissionais. Demoramos muito mais do que os movidos por marketing, mas a construção costuma ser mais sólida.

Coerência não significa perfeição, domínio de tudo. Coerência significa olhar com tranqüilidade para tudo o que somos e fazemos e procurar não mascarar de nós mesmos o que enxergamos. Onde nos sentimos incapazes, o aceitamos e vamos procurando mudar na medida em que nos for possível, mas intimamente sabemos que temos áreas cinzentas de imobilidade e dificuldades.

Podemos escolher viver de aparências ou viver coerentemente. Ambas têm ganhos e perdas. Quem vive de aparências, costuma seduzir mais rapidamente os outros, achar os melhores espaços, ganhar visibilidade, porque a procura intensamente. A médio ou longo prazo, em geral, a construção apresenta furos e costuma fazer algum tipo de água nas pessoas mais perspicazes.

A construção da coerência é mais trabalhosa, silenciosa e pouco glamorosa. Alguns querem aparecer, porque o aparecer é um valor e traz muitas vantagens. Outros preferem que o seu trabalho e contribuições falem por si mesmos, e não montam esquemas de marketing para visibilizar-se. Se você tem algo importante para contribuir socialmente, muitos o perceberão, provavelmente num ritmo menor, mas com resultados mais consistentes.

Contribuiremos mais para a educação se mostrarmos coerência crescente entre o que pensamos, o que ensinamos e o que fazemos.

O aparente e o real no mundo digital

Cada vez é mais difícil perceber o que é real e o que aparente. Os afetos verdadeiros dos movidos por outros interesses. É difícil separar o que é divulgação de exibicionismo, no mundo físico e no digital. Blogs são ótimos para divulgação, mas vemos tanto exibicionismo, tanta necessidade de se mostrar!. Parece que se não nos percebem, não existimos. E que se não bisbilhotamos a vida dos outros, nos falta algo.

Estamos, sem dar-nos conta, mais voltados para fora de nós do que para nós mesmos. Agitamo-nos, olhando-nos o tempo todo no espelho dos outros. É importante ter retornos, mas não a qualquer preço e, principalmente, não forçando o que não somos, violentando nosso jeito de ser, querendo aparentar o que não é autêntico em nós.

Há uma mudança de ênfase hoje na divulgação da intimidade. Todos tínhamos um lado público, que se expressava mais no profissional e nos diversos ambientes sociais nos quais nos movíamos. Havia também um ambiente privado, o familiar, o pessoal, muitas vezes indevassável, desconhecido pela maioria.

Agora com as redes sociais, os blogs, o Youtube, o Twitter e tantas outras possibilidades de divulgar e ver em tempo real, não há quase distinção entre o público e o privado, entre o que é real e o que é aparente. Há uma febre por divulgar-se, autopromover-se, mostrar-se o tempo todo e ao mesmo tempo por xeretar a vida dos outros, por compartilhar e bisbilhotar ao mesmo tempo, cujas manifestações mais paradigmáticas hoje são os reality shows, os Big Brothers. O Twitter é uma rede social de comunicações curtas, nervosas, que mostra a banalidade do cotidiano. E se formam redes de pessoas que acompanham essas mensagens, e que monitoram cada passo que divulgamos.

Cada vez agimos mais para nos mostrar do que para nos esconder. Se sabemos que vamos ser vistos, lidos ou bisbilhotados nosso comportamento não será “autêntico”, será direcionado para o espetáculo do voyeurismo. Quando sabemos que há câmeras nos filmando passamos a atuar, de alguma forma. As câmeras, as telas que nos mostram orientam nosso dia a dia, como protagonistas ou consumidores de informação, como criadores de mensagens ou como observadores da vida alheia.

Muitos devem olhar para este texto como se fosse saudosista, como se não compreendesse que estamos em época de grandes mudanças, que as pessoas gostam de criar grandes redes de amigos virtuais, e que toda essa efervescência é natural, dada a facilidade de tornar-se visível e a necessidade de sermos valorizados.

Entendo perfeitamente esta efervescência. Preocupa-me o que está por baixo do frenético movimento destas trocas virtuais. Estamos tendo tempo para nós? para conhecer-nos de verdade? Para selecionar melhor, refletir, aprofundar, avaliar o que vale a pena entre tantas possibilidades? Encontramos tempo também para as pessoas reais ao nosso lado, com suas contradições e afetos concretos?

Há muitas mudanças acontecendo e não podemos ignorá-las ou condená-las. Só estou chamando a atenção para uma inversão de valores, que pode nos prejudicar como pessoas e sociedade. Não seria melhor depender menos da quantidade de olhares dos outros, e mais da qualidade desses olhares?. Não seria melhor valorizar mais qualidade do que quantidade em tudo? Por que precisamos de centenas ou milhares de amigos virtuais? Não valeria mais a pena cuidar dos poucos amigos verdadeiros que nos acompanham de verdade nos bons e nos maus momentos e que talvez não estão inscritos nas nossas redes digitais? Por que precisamos aparecer sempre e bisbilhotar tanto? Talvez para não encarar a profunda solidão existencial que sentimos quando estamos sós, sem toda essa intrincada parafernália tecnológica que nos sustenta.

O que é real e o que é aparente? Não é fácil distinguir, mas se não acharmos tempo para refletir mais, para valorizar as coisas simples da vida, corremos o risco de agitar-nos demais e de perder nossa identidade no redemoinho efervescente da construção social digital.


Somos pessoas ou personagens?

Vejo pessoas que por atividade profissional ou circunstâncias desenvolvem certas atitudes, principalmente em público, que – desconfio - as transformam em personagens de si mesmas. De tanto repetir os mesmos modelos, de atender às expectativas dos demais, mostram uma personalidade e um desempenho previsíveis, que pode distanciá-los progressivamente de quem são realmente, intimamente.

Observo pessoas que riem constantemente em público, que são engraçados e me pergunto, como elas serão quando estão sozinhas, nas madrugadas da vida? manterão a mesma atitude de rir de si mesmas, a mesma visão positiva do mundo? tratarão bem os que moram perto?

Com tantos holofotes, câmeras e possibilidades de tornar-se visível nas telas de TV, vídeo ou Internet, o que é real e o que é figuração? Desconfio que muitos vivem personagens tão fortes e intensos, que vão, aos poucos, construindo uma personalidade que não separa mais o representar do ser. E acreditam que são aquilo que representam, porque sempre “vivem” os mesmos personagens. Transformam-se em seus próprios personagens.

Todos representamos socialmente alguns papéis, nos comportamos de uma forma parcialmente diferente quando estamos em público do que quando estamos sozinhos. Mas se acreditamos mais nos comportamentos sociais do que nos pessoais, corremos o risco de viver cada vez mais de aparências, enquanto sufocamos nosso eu profundo envolto em camadas de papéis, de ficção. Podemos, depois de anos, não saber quem somos de verdade, se já introjetamos esses papéis de uma forma que pensamos que somos aquilo que representamos.

A construção da identidade pessoal hoje é muito mais complexa do que antes. É fácil deslumbrar-nos com o sucesso que conseguimos em determinados momentos profissionais ou sociais e querer transferi-los para situações mais privadas ou íntimas. Há atores profissionais que entram tanto nos personagens que continuam vivenciando-os quando chegam em casa. Outros atores, ao sair do set, esquecem o personagem que estavam filmando e retomam suas vidas.

É importante analisar se estamos representando sempre, se nos escondemos de nós mesmos nos vários espaços pelos quais transitamos. Como educadores podemos ajudar muito nossos alunos se nos mostramos o mais próximos do que somos, se nos escondemos cada vez menos em papéis sociais. Um dos processos de aprendizagem mais importantes para cada um de nós é ir evoluindo sempre mais na direção da simplicidade, da coerência, da transparência entre o que somos e o que comunicamos, entre o mundo pessoal e o social. Viver como personagens representando papéis nos impede de aprender o principal: a crescer como pessoas cada vez mais plenas e realizadas.

Por uma nova educação humanista para todos

É doloroso ver inúmeras crianças e jovens pobres, com tanta vitalidade e futuro, tolhidos em inúmeras possibilidades por situações familiares, econômicas e sociais complicadas e por uma educação míope e desfocada, que não os mobiliza para que gostem de aprender, que acreditem em si, que tenham condições reais de avançar e mudar.São muitos os talentos perdidos, os jovens e adultos sem chances reais de evoluir intelectualmente, de desenvolver seu talento, de realizar-se profissionalmente.

Mesmo com tantas dificuldades, vale a pena acreditar e trabalhar para uma educação diferente para todos, principalmente para os que mais a necessitam. Uma educação humanista inovadora, que priorize a auto-estima, o empreendedorismo, o conhecimento interessante, vivenciado e valores fundamentais. Que alargue os horizontes de cada aluno, descubra novas perspectivas, que mude suas referências culturais, sua visão de mundo, que lhe dê forças para continuar a viver.

Uma educação que facilite rever condicionamentos fortes que recebemos desde pequenos: familiares, religiosos, sociais..., não para negá-los necessariamente, mas para analisá-los sob outras óticas e reafirmá-los se ainda nos ajudam a crescer ou poder modificá-los, se complicam nossa vida.

Uma educação humanista inovadora, onde todos possam acreditar em mudanças profundas, em oportunidades reais de melhorar em todos os campos.

Entre os ritos e os desejos de mudança

De volta às aulas, recomeça o ciclo de um novo ano escolar com reuniões, calendários, aulas e avaliações previsíveis. Adoramos rituais, datas comemorativas, dias de festa. Gostamos dos calendários, dos ciclos, dos ritos de passagem, como as festas de quinze anos, de casamento; de ingresso e formatura da Faculdade. Vivemos uma tensão permanente entre a previsibilidade do rito e a emoção do novo, do diferente; entre o real vivido e o real imaginado. Os ritos nos acalmam e o diferente nos estimula.

A educação está cheia de rituais: de entrada, de permanência e de saída. Dentro da nossa mente vive o conceito de semestralidade, o do período de aulas, as salas, os exames, o período de férias. Parece que sem eles não aprendemos de verdade.

Ao mesmo tempo, essa previsibilidade nos sufoca, empobrece, banaliza. A busca pela novidade, pela mudança, pelo diferente atraem e assustam. Desejamos mudar, mas nos sentimos confortáveis nos modelos conhecidos, nos rituais sempre repetidos. Só quando esses rituais se tornam insuportáveis, incongruentes e antieconômicos é que o desejo de mudança começa a pesar mais e nos pressiona para novos caminhos.

Parte das pessoas já está nessa fase de transição para outros modelos, já superou o medo da mudança. Uma outra boa parte ainda prefere, mesmo com ressalvas, manter-se na segurança dos ritos conhecidos. Apesar do desejo de mudança, a maioria permanece na previsibilidade do conhecido, no conforto do modelo já testado, no aconchego do ninho.

Mesmo dentro de estruturas e ritos previsíveis, é importante a experimentar novidades, a arriscar experiências, a fazer atividades diferentes. A repetição sem inovação numa época de grandes mudanças é o melhor caminho para o empobrecimento, para o desânimo e para o fracasso.

Retomando as atividades

Caros amigos:
Estou me sentindo melhor e retomando as atividades profissionais e viagens. Já já trago novidades no blog.
Obrigado pela compreensão e apoio.
Grande abraço
Moran

De volta, mas ainda em recuperação

Caros amigos:
Estou de volta em São Paulo. Apareceu uma virose complicada, que teima em não querer sair totalmente. Trabalho a meia máquina. Espero no fim de semana já estar melhor.
Abraço
Moran

Novo ano para uma nova educação

Caros amigos:
Estou passando as festas de fim de ano com a minha família da Espanha. Já já volto com novos textos. Feliz 2009 e que avancemos bastante na educação humanista inovadora. Grande abraço para cada um
Moran

Educação pessoal libertadora

Além das dimensões sociais, o objetivo último da educação é contribuir para a mudança e realização pessoais. Todas as formas de educação – familiar, escolar, profissional, informal, continuada – procuram que cada de um de nós consiga aprender a desenvolver-se como pessoa em cada fase das nossas vidas. E podemos avaliar esse processo pelo impacto e resultados que conseguimos pessoalmente: O quanto cada um de nós gosta de estar sempre aprendendo, evoluindo, praticando, melhorando intelectualmente, emocionalmente, comportamentalmente. O investimento em educação terá valido a pena se cada um de nós se transforma em uma pessoa interessante, afetiva, colaborativa, criativa, realizada. Terá valido a pena se construímos percursos de vida significativos, com contribuições perceptíveis no campo pessoal, familiar, profissional e social.

Quando vejo tantas pessoas escolarizadas, dando tanto valor a futilidades, a múltiplas aparências, sacrificando-se na ânsia de possuir mais bens, agitando-se nas borbulhas de qualquer distração, satisfeitas na superficialidade de ritos repetidos e, provavelmente, vazios, percebo que a educação de alguma forma falhou, mesmo que formalmente elas tenham obtido muitos diplomas e sejam, em alguns aspectos, bem sucedidas.

Na educação pessoal precisamos olhar o todo, o resultado mais amplo e de longo prazo e não só o sucesso profissional e econômico. As pessoas aprendem a gerenciar bem suas vidas? Aprendem a lidar bem com a complexidade de opções em todos os campos (pessoal, familiar, profissional, social)? Tem condições de analisar idéias, valores, escolhas possíveis tão diferentes, numa sociedade tão contraditória? Conseguem ser criativas, ter independência de pensamento, de resistir à sedução de qualquer novidade, de ser meros alto-falantes de qualquer opinião emitida pela mídia? Conseguem enxergar além das seduções imediatas do consumo, do glamour do mundo das modas, da efervescência juvenil, do deslumbramento com o sucesso fácil? Conseguem ter motivação profunda para viver? Conseguem encontrar uma relativa paz interior e realização autênticas?

Olhando na perspectiva dos resultados pessoais obtidos, a educação social parece bastante pobre e inconsistente. São muitas as pessoas que não acham sentido no que fazem, na forma como vivem, nas tarefas que desempenham. São muitos os que mais sobrevivem do que plenamente vivem. Aprenderam muitas coisas, menos as principais.

É importante pensar na educação que valorize as pessoas, que as liberte dos ditadores das soluções únicas, das imposições autoritárias em qualquer campo, principalmente no emocional. Que ajude a aprender a desconfiar de modelos fechados, de caminhos únicos, de ideologias opressoras, de salvadores messiânicos. Não há soluções perfeitas, acabadas, mas soluções possíveis em cada momento, relativas, parciais, mas cada vez mais amplas, complexas e estimulantes. É importante propor caminhos de aprender a libertar-se, a fazer escolhas cada vez mais libertadoras, ajudados por pessoas-educadoras que caminham também nesse mesmo processo de liberdade.

Educadores são os que contribuem para ajudar-nos a evoluir, a ampliar nossos horizontes em todos os campos e a que possamos fazer escolhas cada vez mais realizadoras, abrangentes e interessantes. Tem pessoas que nos ensinam algumas coisas (e podem ser bons profissionais) e tem outras, que nos ajudam a perceber mais, a ampliar horizontes, a motivar-nos para viver melhor e que torcem pelo nosso sucesso como pessoas; essas, além de bons profissionais, são bons educadores.

Texto complementar do meu livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá, da Editora Papirus e disponível em www.eca.usp.br/prof/moran/libertadora.htm

Professores e gestores previsíveis e os inovadores

Na educação, como em qualquer outro campo profissional, encontramos muitos professores e gestores - provavelmente a maioria - que realizam um bom trabalho, que fazem cursos para avançar na carreira, que procuram se atualizar. Quando observamos com mais atenção, depois de uma primeira etapa de pesquisa e experimentação, costumam aperfeiçoar um modelo básico de ensino ou de gestão, com pequenas variáveis e adaptações à cada situação. Cada vez mais repetem os mesmos métodos, os mesmos procedimentos, permanecem na zona de conforto. São previsíveis. Uns são previsíveis de forma competente, enquanto outros são simplesmente previsíveis.

Junto com os professores e gestores previsíveis encontramos um bom grupo de profissionais acomodados, que estão na educação, porque precisam sobreviver de alguma forma, mas que utilizam todos os subterfúgios para não mudar, para fazer o mínimo indispensável, para ir tocando a vida sem muitos sobressaltos. A educação é um campo propício para acomodações. Na educação pública, o sistema de concursos atrai muitas pessoas que priorizam a segurança, o futuro garantido e se especializam em encontrar atalhos para progredir na carreira, nem sempre com bom desempenho profissional. Alguns estão em contagem regressiva, contando os anos ou meses para a aposentadoria. Muitos destes profissionais são um peso para as instituições, atrasam as mudanças, são contra inovações, desqualificam os jovens que tentam algo novo, chamando-os de idealistas que logo serão cooptados. Alguns estão em cargos de poder e o utilizam para sufocar qualquer tentativa de inovação.

Existem profissionais que têm dificuldades circunstanciais ou permanentes. Circunstanciais, quando atravessam períodos de depressão, ou de problemas pessoais que se refletem na atuação profissional. Mas existem alguns com dificuldades mais profundas, pessoas que se fecham, que não se relacionam bem, que são violentos ou descontrolados por pequenas provocações ou discordâncias. Têm profissionais centrados em si mesmos, que não se colocam na perspectiva dos outros, especificamente dos alunos (estes precisam adaptar-se aos mestres). Existem alguns profissionais com posturas éticas reprováveis, que se valem do seu cargo para conseguir vantagens financeiras, sexuais ou de intimidação psicológica de vários níveis. E muitos permanecem nas instituições durante muitos anos sem serem advertidos ou questionados e atrasam profundamente as mudanças necessárias.

Nas instituições existem, felizmente, profissionais humanistas criativos, inovadores, pró-ativos, que tentam modificar processos, fazer novas experiências, que não se conformam com a mesmice, que estão dispostos sempre a aprender e a avançar. Quanto mais apoio têm, mais rapidamente evoluem e conseguem ajudar a modificar a instituição. Muitas vezes sentem-se em minoria, subaproveitados, marginalizados. É importante saber que os inovadores costumam demorar um pouco para serem reconhecidos, às vezes, anos. Os inovadores pagam um preço pela ousadia. Mas se permanecem na atitude inovadora, se sabem comunicá-la aos demais e se conseguem apoio político, conseguem ser reconhecidos e a obter melhores posições e resultados.

É importante perceber que as pessoas não nascem necessariamente inovadoras ou conservadoras. Pessoas certinhas durante muitos anos, podem sentir-se pressionadas interna ou externamente para mudar e assumem novos posicionamentos e vemos também o contrário: profissionais que são pró-ativos e inovadores durante alguns anos e que depois se desencantam e desistem. Enquanto alguns, na fase adulta e na velhice, seguem evoluindo e inovando, outros, parece que se encolhem, que desanimam, que não acreditam mais e se fecham, refluem, se desmotivam. É um mistério como pessoas que tiveram as mesmas oportunidades profissionais, que fizeram carreiras iguais, assumem ao longo da vida posturas tão diferentes e com resultados de realização pessoal e profissional tão antagônicos.

Hoje precisamos urgentemente de muitos profissionais humanistas inovadores, que tragam contribuições, motivação e esperança, com os que possamos contar para novos projetos e desafios. Estamos numa fase de grandes mudanças e não podemos demorar demais para aprender a implementá-las. Por isso é tão importante investir em uma educação inovadora humanista, de qualidade.

Este texto se encontra na minha página, em www.eca.usp.br/prof/moran/previsiveis.htm

Educar para fazer melhores escolhas

Num mundo mais complexo e onde há tantas possibilidades em todos os campos, pessoais e profissionais, precisamos fazer cada vez mais escolhas. A educação pode ser um caminho fundamental para ter condições de fazer escolhas mais significativas no campo intelectual, emocional, profissional e social na construção de uma vida mais plena de sentido e realização.

A finalidade principal de aprender não é acumular informação, mas transformá-la em conhecimento que permita fazer opções interessantes entre idéias, valores, visões de mundo, com freqüência conflitantes. Esse papel mais amplo não pode ser atribuído somente à escola, mas também à família, à cada instituição, à cidade como um todo (cidade educadora). Mas a escola tem focado mais a formação intelectual do que a vivência das práticas aprendidas; isto é, se preocupa em mostrar caminhos, sem acompanhar os resultados concretos (a realização pessoal, profissional, emocional). De que adianta saber muito, se somos infelizes, se temos dificuldades em assumir desafios, em sair de situações de opressão em alguns campos?

A educação - na sua dimensão pessoal - pode contribuir para que façamos escolhas significativas na construção de uma vida com sentido, que nos realize, que tenha valor aos nossos olhos e aos de outras pessoas. É fundamental construir um percurso de vida que valha a pena, que nos traga cada vez mais realização e que seja motivo de orgulho: realizamos algumas coisas interessantes: "contribuí para melhorar a vida de centenas de alunos", ou "criei uns filhos que estão aprendendo a seguir seu caminho".... Uma das maiores frustrações das pessoas é constatar que não construíram algo de que se orgulhem e que os realize, que deixaram passar o tempo e se acomodaram na mediocridade.

Podemos analisar o impacto da educação, a longo prazo, pela facilidade maior ou menor em enfrentar dificuldades, em fazer escolhas mais interessantes para nossa vida, na capacidade de modificar o que nos prende, o que nos complica na vida profissional, familiar, social; na constatação de que construímos uma vida que faz sentido e nos realiza.

Um dos campos mais importantes da educação pessoal é conseguir discernir o que vale a pena manter das visões de mundo que nos foram transmitidas pelos nossos pais e educadores na infância. Recebemos muitos valores prontos, formas de enxergar o mundo muito específicas. É importante ter condições de rever o que faz sentido depois que vamos crescendo e libertar-nos de muitos medos, preconceitos, deturpações, simplismos, que nos foram passados, muitas vezes com a melhor das intenções. Educar é ajudar a desconstruir o que não nos serve mais e reconstruir de forma mais ampla valores, emoções, visões de mundo mais condizentes com o nosso grau de percepção atual.

Muitos ficam tolhidos pelo medo, pela inércia, pelo comodismo de não pensar criticamente. Num mundo cada vez mais complexo, de brutais mudanças, mas onde há muitos valores que nos complicam (como o consumismo, o mostrar-se diferente do que se é) a educação humanista, integral, profunda é decisiva para ajudar a crescer na nossa realização pessoal, familiar, profissional e social.

Texto meu publicado também na minha página, em www.eca.usp.br/prof/moran/escolhas.htm

Desafios da escola inovadora

Passamos anos demais, horas demais, para aprender coisas demais, que não são tão importantes, de uma forma pouco interessante, com resultados medíocres. E passamos pouco tempo no que é importante, significativo, que nos ajuda a aprender para toda a vida.

Num mundo cada vez mais complexo e que exige competências muito mais desenvolvidas em todos os campos, não há lugar para a escola repetidora, enclausurada na repetição, centrada na fala do professor, nas aulas de 50 minutos, na aprendizagem passiva. A escola precisa de arejamento, de intercâmbio, de sangue novo, de profissionais – gestores, educadores, funcionários - mais criativos, empreendedores, afetivos, melhor remunerados e com a noção clara das possibilidades e limites educacionais institucionais, profissionais e pessoais.

Se a escola não prepara alunos-pesquisadores criativos e empreendedores, de pouco adianta todo o enorme esforço e dinheiro gastos. A escola está desfocada: insiste em modelos ultrapassados em uma sociedade em transformação. Contentamo-nos com pouco, quando os desafios são enormes.

A escola pode abrir-se cada vez mais para o mundo, começando pelo seu entorno: abrir-se para o seu bairro, dialogando com as principais pessoas, organizações da região, abrir-se para os país e famílias, trazendo-os para dentro, como aprendizes e como colaboradores no processo de ensinar e de aprender. Pode integrar-se com os espaços interessantes do cotidiano, com o mundo as artes, da música, do teatro, da poesia, do cinema, das mídias digitais. Pode abrir-se para o mundo real e digital, para entendê-lo e pode contribuir para modificá-lo.

A escola pode transformar-se em um conjunto de espaços ricos de aprendizagens significativas, presenciais e digitais, que motivem os alunos a prender ativamente, a pesquisar o tempo todo, a serem pró-ativos, a saberem tomar iniciativas, a saber inter-agir.

A escola necessita incorporar uma mentalidade aberta para o mundo, para a vida. Num mundo com tantas possibilidades interessantes de aprender, como podemos ter tantos alunos que não sabem ler, interpretar, pesquisar, escrever?

Vale a pena ensinar menos coisas e mais procedimentos e metodologias ativas. Despertar o gosto por pesquisar, por aprender, a partir do que motiva os alunos, procurando chegar a alguns parâmetros esperados, mas sem forçar um só caminho.
Infelizmente essa escola não está pronta, quase não existe.

Nossos cursos de formação de professores são, em geral, um horror: preparam para a mesmice, com métodos arcaicos, para uma sala de aula que mudou profundamente seus objetivos, mas que continua reproduzindo modelos velhos, de transmissão da informação, não motiva para aprender. Preparam para uma escola velha num mundo novo, que precisa de outras formas de aprender e de ensinar.

Aprendendo com e ao longo da vida

O maior desafio que temos é aprender a transformar-nos em pessoas cada vez mais humanas, sensíveis, afetivas e realizadas. De nada adianta, saber muito, se não o aplicamos nas nossas vidas.

A educação, sem dúvida, tem uma dimensão claramente social, de aprender com a experiência dos outros, de saber conviver com as diferenças, de contribuir para melhorar a sociedade em que nos encontramos. Mas possui também uma dimensão que não se valoriza muito hoje na escola: a do desenvolvimento pessoal integrado, constante e transformador. A educação pessoal acontece ao longo de nossa vida, no desafio maravilhoso de crescer, de evoluir mais em todas as áreas, de tornar-nos pessoas mais livres, de aprender a conviver com nossas dificuldades, de aprender a conviver com as pessoas, com os animais, com o planeta, com o universo.

Cada etapa da vida tem seu fascínio, seus motivos para gostar de aprender mais. Esse é um dos encantamentos da vida: poder evoluir, crescer, ser pessoas mais plenas, mesmo com muitas contradições, dificuldades e perplexidades. Vale a pena sempre manter a atitude positiva, ativa, curiosa, atenta de querer aprender sempre mais, de fazer a ponte entre o exterior e o interior, entre o social e o pessoal, entre o intelectual, o emocional e o comportamental.

Enquanto alguns avançam na aprendizagem, muitos desistem. Como não conseguiram realizar alguns dos grandes sonhos – que nem sempre eram deles, mas plantados por terceiros – acreditam que não vale a pena ir além. Procuram fora de si motivos para continuar vivendo: em momentos de entretenimento, de ocupação, de sobrevida. Aprendem pouco com o cotidiano: são como náufragos, a deriva, que só pensam em continuar vivos. “Vão vivendo”, contentando-se com suas expectativas mínimas, com suas receitas repetidas, com o arroz e feijão básicos, sem degustar tantos outros manjares possíveis.

O desafio mais interessante da nossa vida é transformá-la em um processo contínuo de aprendizagem, de evolução e de realização – no meio de contradições; um processo cada vez mais pleno, autêntico, rico e profundo.

Trecho de um texto meu que está mais completo em http://www.eca.usp.br/prof/moran/vida.htm



Aprendizagem significativa

Como favorecer a aprendizagem significativa no contexto escolar?
- Partindo de situações concretas, de histórias, cases, vídeos, jogos, pesquisa, práticas e ir incorporando informações, reflexões, teoria a partir do concreto. Quanto menor é o aluno mais práticas precisam ser as situações para que ele as perceba como importantes para ele. Não podemos dar tudo pronto no processo de ensino e aprendizagem. Aprender exige envolver-se, pesquisar, ir atrás, produzir novas sínteses fruto de descobertas.
O modelo de passar conteúdo e cobrar sua devolução é ridículo. Com tanta informação disponível, o importante para o educador é encontrar a ponte motivadora para que o aluno desperte e saia do estado passivo, de espectador. Aprender hoje é buscar, comparar, pesquisar, produzir, comunicar. Só a aprendizagem viva e motivadora ajuda a progredir. Hoje milhões de alunos passam de um ano para o outro sem pesquisar, sem gostar de ler, sem situações significativas vividas. Não guardam nada de interessante do que fizeram a maior parte do tempo. Há uma sensação de inutilidade em muitos conteúdos aprendidos só para livrar-se de tarefas obrigatórias. E isso chega até a universidade, tão atrasada ou mais ainda do que a educação básica.
É muito tênue o que fazemos em aula para facilitar a aceitação ou provocar a rejeição. É um conjunto de intenções, gestos, palavras, ações que são traduzidos pelos alunos como positivos ou negativos, que facilitam a interação, o desejo de participar de um processo grupal de aprendizagem, de uma aventura pedagógica (desejo de aprender) ou, pelo contrário, levantam barreiras, desconfianças, que desmobilizam. O sucesso pedagógico depende também da capacidade de expressar competência intelectual, de mostrar que conhecemos de forma pessoal determinadas áreas do saber, que as relacionamos com os interesses dos alunos, que podemos aproximar a teoria da prática e a vivência da reflexão teórica.
A coerência entre o que o professor fala e o que faz, na vida é um fator importante para o sucesso pedagógico. Se um professor une a competência intelectual, a emocional e a ética causa um profundo impacto nos alunos. Estes estão muito atentos à pessoa do professor, não somente ao que fala. A pessoa fala mais que as palavras. A junção da fala competente com a pessoa coerente é poderosa didaticamente.
As técnicas de comunicação também são importantes para o sucesso do professor. Um professor que fala bem, que conta histórias interessantes, que tem feeling para sentir o estado de ânimo da classe, que se adapta às circunstâncias, que sabe jogar com as metáforas, o humor, que usa as tecnologias adequadamente, sem dúvida consegue bons resultados com os alunos. Os alunos gostam de um professor que os surpreenda, que traga novidades, que varie suas técnicas e métodos de organizar o processo de ensino-aprendizagem.
[Este texto faz parte de uma entrevista feita comigo pelo Portal Escola Conectada da Fundação
Ayrton Senna, publicada no dia 01/08/2008 em
http://www.escola2000.org.br/comunique/entrevistas/ver_ent.aspx?id=47 ]

Professores de sucesso

Por que, nas mesmas escolas, nas mesmas condições, com a mesma formação e os mesmos salários, uns professores são bem aceitos, conseguem atrair os alunos e realizar um bom trabalho profissional e outros, não?
Não há uma única forma ou modelo. Depende muito da personalidade, competência, facilidade de aproximar e gerenciar pessoas e situações. Uma das questões que determina o sucesso profissional maior ou menor do educador é a capacidade de relacionar-se, de comunicar-se, de motivar o aluno de forma constante e competente. Alguns professores conseguem uma mobilização afetiva dos alunos pelo seu magnetismo, simpatia, capacidade de sinergia, de estabelecer um “rapport”, uma sintonia interpessoal grande. É uma qualidade que pode ser desenvolvida, mas alguns a possuem em grau superlativo, a exercem intuitivamente, o que facilita o trabalho pedagógico.
Uma das formas de estabelecer vínculos é mostrar genuíno interesse pelos alunos. Os professores de sucesso não se preparam para o fracasso, mas para o sucesso nos seus cursos. Preparam-se para desenvolver um bom relacionamento com os alunos e para isso os aceitam afetivamente antes de os conhecerem, se predispõem a gostar deles antes de começar um novo curso. Essa atitude positiva é captada consciente e inconscientemente pelos alunos que reagem da mesma forma, dando-lhes crédito, confiança, expectativas otimistas. O contrário também acontece: professores que se preparam para a aula prevendo conflitos, que estão cansados da rotina, passam consciente e inconscientemente esse mal-estar que é correspondido com a desconfiança dos alunos, com o distanciamento, com barreiras nas expectativas.

É muito tênue o que fazemos em aula para facilitar a aceitação ou provocar a rejeição. É um conjunto de intenções, gestos, palavras, ações que são traduzidos pelos alunos como positivos ou negativos, que facilitam a interação, o desejo de participar de um processo grupal de aprendizagem, de uma aventura pedagógica (desejo de aprender) ou, pelo contrário, levantam barreiras, desconfianças, que desmobilizam.

O sucesso pedagógico depende também da capacidade de expressar competência intelectual, de mostrar que conhecemos de forma pessoal determinadas áreas do saber, que as relacionamos com os interesses dos alunos, que podemos aproximar a teoria da prática e a vivência da reflexão teórica.
A coerência entre o que o professor fala e o que faz, na vida é um fator importante para o sucesso pedagógico. Se um professor une a competência intelectual, a emocional e a ética causa um profundo impacto nos alunos. Estes estão muito atentos à pessoa do professor, não somente ao que fala. A pessoa fala mais que as palavras. A junção da fala competente com a pessoa coerente é poderosa didaticamente.

As técnicas de comunicação também são importantes para o sucesso do professor. Um professor que fala bem, que conta histórias interessantes, que tem feeling para sentir o estado de ânimo da classe, que se adapta às circunstâncias, que sabe jogar com as metáforas, o humor, que usa as tecnologias adequadamente, sem dúvida consegue bons resultados com os alunos. Os alunos gostam de um professor que os surpreenda, que traga novidades, que varie suas técnicas e métodos de organizar o processo de ensino-aprendizagem.

Texto meu mais completo em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/sucedido.htm

A educação atual: entre o direito e o negócio

Há muitas contradições e tensões na educação. As principais se devem a que em alguns momentos focamos a educação mais como direito – educação para todos – enquanto que, em outros, o foco é a educação como negócio – como bem econômico, serviço, que se compra e vende, se organiza como empresa e onde se busca a maior rentabilidade, lucro e retorno do investimento.

Quando damos ênfase à dimensão integral do ser humano, à integração entre idéias, sentimentos e valores estamos focando a educação como necessidade e direito de todos, de formar cidadãos críticos (educação como direito). Quando a ênfase recai sobre o investimento, planilhas, serviço, custo, retorno financeiro, predomina a educação como negócio em que a dimensão de direito, humanística e integral costuma permanecer num segundo plano (educação como negócio).

Os professores costumam desenvolver uma concepção de educação mais como profissão de forte cunho social, que contribui para a aprendizagem integral dos alunos. Estão preocupados fundamentalmente com a dimensão social (direito). Já os administradores e gestores na educação privada, embora valorizem as dimensões pedagógicas, tendem a preocupar-se fundamentalmente com o econômico, e seu olhar está tão orientado por processos de gestão empresarial, que, com freqüência, terminam se sobrepondo às necessidades pedagógicas. Do ponto de vista das ferramentas que utilizam, os professores costumam trabalhar com textos e apresentações, enquanto os administradores com as planilhas (“Word” x “Excel”).
A crescente entrada de administradores profissionais na educação está contribuindo para racionalizar custos, para otimizar recursos, mas, sentimos que há tensões que apontam para um predomínio do econômico sobre o pedagógico, principalmente no nível superior. Ganha-se em resultados econômicos, mas a custa da perda de direitos e conquistas sociais conseguidas nas últimas décadas.

Precisamos estar atentos a re-equilibrar a educação como direito e como negócio, a buscar inovações na gestão, mas com foco na aprendizagem significativa, humanística, afetiva e com valores sólidos.

Texto mais completo em : www.eca.usp.br/prof/moran/direito.htm

Acabei de postar também um texto meu sobre o tema Vivendo nas contradições e incertezas na minha página: www.eca.usp.br/prof/moran/incertezas.htm

A afetividade na relação pedagógica

A educação, como as outras instituições, tem se baseado na desconfiança, no medo a sermos enganados pelos alunos, na cultura da defesa, da coerção externa. O desenvolvimento da auto-estima é um grande tema transversal. É um eixo fundamental da proposta pedagógica de qualquer curso. Este é um campo muito pouco explorado, apesar de que todos concordamos que é importante. Aprendemos mais e melhor se o fazemos num clima de confiança, de incentivo, de apoio, de auto-conhecimento. Se estabelecemos relações cordiais, de acolhimento para com os alunos, se nos mostramos pessoas abertas, afetivas, carinhosas, tolerantes e flexíveis, dentro de padrões e limites conhecidos. “Se as pessoas são aceitas e consideradas, tendem a desenvolver uma atitude de mais consideração em relação a si mesmas”[1].

Temos baseado a educação mais no controle do que no afeto, no autoritarismo do que na colaboração. “Talvez o significado mais marcante de nosso trabalho e de maior alcance futuro seja simplesmente nosso modo de ser e agir enquanto equipe. Criar um ambiente onde o poder é compartilhado, onde os indivíduos são fortalecidos, onde os grupos são vistos como dignos de confiança e competentes para enfrentar os problemas - tudo isto é inaudito na vida comum. Nossas escolas, nosso governo, nossos negócios estão permeados da visão de que nem o indivíduo nem o grupo são dignos de confiança. Deve existir poder sobre eles, poder para controlar. O sistema hierárquico é inerente a toda a nossa cultura”.[2]
A afetividade é um componente básico do conhecimento e está intimamente ligado ao sensorial e ao intuitivo. A afetividade se manifesta no clima de acolhimento, de empatia, inclinação, desejo, gosto, paixão, de ternura, da compreensão para consigo mesmo, para com os outros e para com o objeto do conhecimento. A afetividade dinamiza as interações, as trocas, a busca, os resultados. Facilita a comunicação, toca os participantes, promove a união. O clima afetivo prende totalmente, envolve plenamente, multiplica as potencialidades. O homem contemporâneo, pela relação tão forte com os meios de comunicação e pela solidão da cidade grande, é muito sensível às formas de comunicação que enfatizam os apelos emocionais e afetivos mais do que os racionais.
A educação precisa incorporar mais as dinâmicas participativas como as de auto-conhecimento (trazer assuntos próximos à vida dos alunos), as de cooperação (trabalhos de grupo, de criação grupal) e as de comunicação (como o teatro ou a produção de um vídeo).
Na educação podemos ajudar a desenvolver o potencial que cada aluno tem, dentro das suas possibilidades e limitações. Para isso, precisamos praticar a pedagogia da compreensão contra a pedagogia da intolerância, da rigidez, a do pensamento único, da desvalorização dos menos inteligentes, dos fracos, problemáticos ou “perdedores”.

Praticar a pedagogia da inclusão. A inclusão não se faz somente com os que ficam fora da escola. Dentro da escola muitos alunos são excluídos pelos professores e colegas. São excluídos quando nunca falamos deles, quando não os valorizamos, quando os ignoramos continuamente. São excluídos quando supervalorizamos alguns, colocando-os como exemplos em detrimento de outros. São excluídos quando exigimos de alunos com dificuldades de aceitação e de relacionamento, resultados imediatos, metas difíceis para eles no campo emocional.
Há uma série de obstáculos no caminho: a formação intelectual valoriza mais o conteúdo oral e textual, separando razão e emoção. O professor não costuma ter uma formação emocional, afetiva. Por isso, tende a enxergar mais os erros que os acertos. A falta de valorização profissional também interfere na auto-estima. Se os professores não desenvolvem sua própria auto-estima, se não se dão valor, se não se sentem bem como pessoas e profissionais, não poderão educar num contexto afetivo. Ninguém dá o que não tem. Por isso, é importante organizar atividades com gestores e professores de sensibilização e técnicas de auto-conhecimento e auto-estima. Ter aulas de psicologia para auto-conhecimento e especialistas em orientação psicológica. Ações para que alunos e professores desenvolvam sua autoconfiança, sua auto-estima; que tenham respeito por si mesmos e acreditem em si; que percebam, sintam e aceitem o valor pessoal e o dos outros . Assim será mais fácil aprender e comunicar-se com os demais. Sem essa base de auto-estima, alunos e professores não estarão inteiros, plenos para interagir e se digladiarão como opostos, quando deveriam ver-se como parceiros.

(Texto mais completo em: www.eca.usp.br/prof/moran/afetividade.htm )


[1] Carl ROGERS. Um jeito de ser, p. 39.
[2] Ibid, p.65-66.

BLOGS EDUCATIVOS

Realidade Aumentada

Já mostramos aqui jogos que usam dessa forma de interação que já existe desde 1990. Mas, só mais recentemente com o avanço do hardware para capturar as imagens e renderizá-las em tempo real é que essa tecnologia começa a se popularizar e a crescer em número de aplicações.Realidade Aumentada (RA ou Augmented Reality, AR) é definida usualmente como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais

Motion Controller: dispositivo do PS3 para detecção de movimento

A tecnologia da Sony para detecção de movimento combina sua câmera com um dispositivo de mão com uma bola na extremidade.A fabricante japonesa apresentou durante coletiva na Electronic Entertainment Expo (E3) 2009 um novo controle para o console PlayStation 3 que se apoia mais na movimentação física do usuário que na necessidade de apertar botões.Chamado de PlayStation Motion Controller, o

A Maioridade Do Curso De Pedagogia Da UFG - Catalão


A Maioridade Do Curso De Pedagogia Da UFG - Catalão

 

 

sergio.JPGO Texto abaixo foi enviado cordialmente por Aparecida Sergio Pereira da Silva*, professora do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão.

 

 

Um curso, assim como uma pessoa, nasce cheio de potencialidades que precisam ser realizadas e desabrochadas. Quando ainda recém-nascida, a criança vacila para ficar ereta sobre seus próprios pés e busca na postura de seus pais um modelo para se postar e para existir. Assim o fez nosso curso de Pedagogia, inicialmente tão heterônomo, tão dependente da Faculdade de Educação da UFG, em Goiânia.

 

Aos poucos, tem, como todas as crianças, seus dias de birra, de traquinagens e seus lampejos de criatividade, originalidade e prenúncio de que um grande indivíduo está se formando. O curso, se bem orientado, bem coordenado, sinaliza para possibilidade de se tornar uma referência benéfica e importante para a sociedade, para a região; se, pelo contrário, ficar abandonado à própria sorte, às suas próprias vicissitudes, e se a sociedade dele não quiser notícias, seu futuro pode ser sombrio e infrutífero. O mesmo destino, vaticinam os especialistas, pode acontecer com a criança.

 

Um curso acadêmico, corre o risco, como também corre toda criança, de ser abusado, ser violentado, se os pais (o gestor) não estiverem atentos. Há gente que explora as crianças exigindo delas um trabalho indevido ou, na pior hipótese, exploram seu corpo. Do mesmo modo, no cotidiano do curso, haverá aqueles discentes, docentes e profissionais administrativos que o explorarão e com ele terão uma relação utilitarista, se o curso e seu gestor fizerem vista grossa.

 

Quando adolescente, o curso e a pessoa tornar-se-ão questionadores. Acontece a emergência da atitude da suspeita e da problematização do mundo, dos desafios culturais, sociais etc. Momento importante, que será alicerce para a vida adulta. Entretanto, quando o curso ou a pessoa se fixam neste momento e se recusam a crescer, advêm períodos difíceis e conturbados da crítica pela crítica, do discurso pelo discurso, do fazer pelo fazer, da adolescência eterna e tediosa. O adolescente consegue convencer os deuses de que ele é santo!! Nós professores, também! Ficar no simples enfrentamento, na negação da figura paterna, é um momento que precisa ser superado. Este momento adolescente, na vida do curso, pode também gerar fixações devido à falta de projetos e à desorganização para a efetivação desses mesmos projetos. Em outras palavras, pode faltar uma teleologia, um alvo claro e bem definido tanto para o amadurecimento do curso quanto do adolescente.

 

Mas o adolescente é egoísta, é narcisista e não vê além de sua própria beleza. Dificilmente tem uma relação com o mundo que não seja utilitarista. Assim, um curso adolescente, ou uma pessoa adolescente no curso, teria apenas pretensões de utilização da instituição para proveito próprio, para sua carreira, para sua realização pessoal.

 

Um curso adolescente não vê a universidade como um todo, como um lugar do qual faz parte e para o qual deve satisfações. Age da mesma forma com a comunidade: a ignora. Mas se o curso adolescente tiver a presença e o exemplo éticos de seus gestores, seus referenciais com probidade profissional, se discutir abertamente esses desafios, eludirá essas atitudes egocêntricas e utilitaristas e superará essa fase adolescente e crítico-emergente tão difícil. Desse modo, humilde e lentamente se tornará adulto, com confiança e serenidade. Essa probidade é mais facilmente alcançada quando a comunidade atenta cobra, exige, posto que já tem consciência política de que o público é conquista da comunidade, precisa da participação da comunidade na sua gestão. Com a pessoa adolescente, o processo é semelhante.

 

Vinte e um anos são um tempo suficiente para esses processos se efetivarem, para essas contradições e fixações serem superadas. Mas nada acontece por um toque de magia, muita discussão e polêmica temperam esse crescimento no curso, na pessoa e na comunidade. Em outras palavras, produz-se maturidade a partir dos embates, das partilhas, do diálogo, das alegrias e sofrimentos cotidianos, na gestão do curso, na sua rotina administrativa e pedagógica, nas prática de ensino, pesquisa e extensão e, sobretudo, na crescente consciência política da comunidade.

 

O curso de Pedagogia da UFG de Catalão fez vinte um anos. Do ponto de vista etário já é adulto. Do ponto de vista pedagógico, cresceu muito e já reivindica sua maturidade de direito. Porém, como todo adulto tem seus momentos de auto confiança e suficiência, assim como dúvidas e incertezas angustiantes. Feito de homens e mulheres, tem suas limitações e seus méritos: fraquezas humanas, excelências, limitações, utopias, coragem, egoísmo, altruísmo etc.

 

Como instrumento educacional e formativo, tem suas alteridades: não educa as crianças e os jovens diretamente, mas pela mediação dos profissionais que forma; não tem receitas para os impasses pedagógicos da rotina escolar, sempre cambiantes, mas oferece uma consistente fundamentação sobre a natureza humana, sua história, seus processos e suas alternativas. A partir destes, o curso de Pedagogia espera que seus egressos façam as inferências cabíveis quando os desafios da prática escolar os chamarem aos ouvidos desses egressos; não produz nenhum espetáculo instantâneo, empírico como um diamante lapidado, seus produtos são lentos, silenciosos, de difícil percepção. Talvez por isso seja tão incompreendido: seu brilho leva tempo para exibir uma imagem, um resultado.

 

Assim adulto, o curso de Pedagogia da UFG de Catalão tem o diário desafio de se autocriticar, como qualquer pessoa adulta deve fazer. Como curso de uma instituição pública a autocrítica deve ser ainda mais enfática, mais arguta porque somos subsidiados pelo dinheiro e pela credibilidade do cidadão. Nosso trabalho é, e precisa continuar sendo, ético, profissional e competente.

 

As mazelas e fragilidades próprias da infância e da adolescência ficaram e foram superadas, mas como acontece na vida de todas as pessoas, elas só não voltam pela interferência de um exercício sistemático e rotineiro de auto-reflexão.

 

Finalmente, há que se reiterar que a auto-reflexão do curso precisa acontecer no interior de uma reflexão da comunidade sobre a importância e os equívocos do curso. Afinal, a instituição pública, assim como o curso de Pedagogia, uma de suas células, existe para a comunidade e precisa ouvir dela suas expectativas.

 

O curso é adulto, somos profissionais adultos e aguardamos a presença adulta da comunidade para pensarmos juntos os rumos da formação de professores, nesta região


* Sergio Pereira da Silva – é professor no Curso de Pedagogia UFG/Catalão; mestre em educação (UFU) e doutor em Educação na PUC/SP;

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Dia dos Namorados

Blogagem Coletiva

A ideia foi do Fernandão ou do Franz? Não importa, são uns apaixonados pelas suas mulheres, uma raridade nestes tempos tão loucos!

Sou simplesmente apaixonada por este curta.
Tive a honra de assistir à pré-estreia e de abraçar Cláudia Rabelo Lopes, uma pessoa muito querida.



O Nosso Livro

Gênero Ficção
Diretor Claudia Rabelo Lopes, Luciana Alcaraz
Elenco Bárbara Montes Claros, Marcos Caruso, Regina Sampaio, Vera Holtz, Zé Alex
Ano 2005
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil

Isabel e Roberto não se conhecem, mas trocam bilhetes em livros numa biblioteca, até que descobrem que estão apaixonados.

Google Wave quer unificar várias formas de comunicação na web

O Google Wave, além de e-mail, integra um mensageiro instantâneo (IM), blog, ferramenta wiki, rede social e recursos de chat, compartilhamento de arquivos e fotos e uma inovadora ferramenta de colaboração que permite que um grupo desenvolva, simultaneamente, um texto ou uma apresentação.O Google mostrou nesta quinta-feira durante a conferência I/O o seu novo email que pretende mudar não só os

Produção coletiva


Aproveitando o gancho da narrativa produzida após leitura do livro O Grande Rabanete, entre análises e conversas, os alunos sugeriram a produção de um poema. Ótima oportunidade para o primeiro ciclo experienciar a escrita de mais tipo de texto e vivenciar os diferentes gêneros.

A conversa girou em torno dos sentimentos e sensações que a leitura do livro despertou em cada um. Fizemos uma lista de palavras: amor - união - força - coração
E listamos ainda outras palavras significativas como, cenoura - meninas - menino - grande - gigantesca - arrancar - semente - fazer...

Levamos três dias pra deixar o poema no ponto que está. A turma toda aprovou e gostou muito da escrita finalizada mesmo assim ainda estamos trabalhando pra ver se outras modificações podem ser feitas e também para nos acostumarmos com a leitura, buscando a entonação de acordo com o gosto de todos.

Tivemos que parar várias vezes e ler diversos poemas, dentre eles o livro "Verdes Versos", de Dionísio Jacob; "Cada sapo com seu papo - Cada princesa com sua sutileza", ficarei devendo o nome do(a) autor(a)e também um livro de poesias que os alunos gostam muito de ler que foi produzido pelos alunos da Apae da nossa cidade.

Assim nasceu o poema "A Cenoura Gigantesca".

Uma semente
que se tornou
cenoura
grande
gigantesca
Não teve pra loura
nem pra morena
fizeram força
não arrancaram
Puxa que puxa
e... nada
O segredo?
estava no coração
não bastava força
só união.

(Produção coletiva dos alunos da 1ª, 3ª e 4ª séries da EEUEF KM 20 do Mutum.)






Ainda pegando o gancho do livro, aproveitei para trabalhar com os alunos do segundo ciclo o gênero resenhas. Apresentei algumas resenhas de livros infantis publicadas na revista Nova escola. Os alunos leram, comentaram, pesquisaram outras fontes e num outro momento começaram a preparar suas próprias resenhas. Cada um já escolheu um livro para produzir sua resenha.

Top 5 games da história



Estou fazendo esta lista devido à saudade que me bateu dos games que eu jogava quando era criança (não faz muito tempo...). Acompanhei o desenvolvimento dos consoles quando ganhei meu Atari 2600, e, desde então, nunca mais parei de jogar (nas horas vagas...).

Fazer uma lista dos melhores games da história não é fácil, pois existem várias fontes de referência e nem todas são unânimes. Além disso, algumas fontes não são confiáveis e apresentam resultados absurdos.


Por este motivo, utilizei a IGN como referência para compor esta lista. A IGN é um portal de entreterimento com foco em jogos de videogame. O portal foi criado em 1996, com conteúdos das mais diversas plataformas e consoles, sendo um dos 200 portais mais visitados do mundo. Atualmente, atinge uma média de 800 mil visitantes por dia.Estes dados oferecem uma certa credibilidade, não é?

Eu já joguei todos os jogos da lista e confesso que não fiquei surpreso. Parece exagero o fato da lista indicar que três dos melhores jogos pertencem à empresa japonesa Nintendo. Todavia, são games fantásticos. E se você discordar da lista abaixo, estamos abertos a discussão.

5- Super Mario 64

Super Mario 64, criado em 1996, foi um dos primeiros jogos do Nintendo 64 e o carro-chefe do console, impulsionando a venda do videogame. Este game revolucionou o gênero 3D, da mesma maneira que Super Mario Bros. ditou a regra para os jogos de plataforma em duas dimensões.



4- Civilization II

Civilization II foi criado em 1996, pelo programador Sid Meier. Neste jogo de estratégia por turnos, cada jogador deve desenvolver uma civilização da pré-história até a idade contemporânea, administrando os aspectos domésticos de sua civilização, desenvolvendo tecnologias, e quando necessário guerreando com seus vizinhos.



3- Tetris

Tetris foi desenvolvido em 1984, por programadores russos. O objetivo do jogo é encaixar tetraminós, que são peças de diversos formatos que descem do topo de uma tela. Quando uma linha é completada, desaparece e dá pontos extra ao jogador. O jogo termina quando as linhas incompletas se empilham até o topo da tela do jogo.



2- Zelda: Ocarina of Time

Zelda: Ocarina of Time, criado em 1998, foi o quinto jogo da série Zelda e o primeiro jogo da franquia totalmente em 3D. O protagonista é o jovem guerreiro Link.



1- Super Mario Bros.

Super Mario Bros. foi lançado em 1985. Considerado um clássico dos jogos eletrônicos, foi um dos primeiros jogos de plataforma com rolagem lateral e foi o mais vendido de toda a história dos videogames.




eu e o twitter


Ou da primeira experiência em usar o Twitter como canal de comunicação \ informação no contexto de alguma situação especial.

Com a aproximação dos Jogos da Amizade, evento que mobiliza sobremaneira a Seção de Educação Física do CMPA, andei pensando em criar uma atividade a mais para me ocupar durante os jogos. Um perigo isso, pois a correria é muito grande e a posibilidade de não dar certo cresce junto com os quilômetros da viagem e as complicações de mudar de residência (para um quartel!) por 10 dias.

Assim mesmo, resolvi testar pessoalmente as possibilidades de estabelecer um canal de comunicação via Twitter durante os jogos e documentar alguma coisa em tempo real.

Dentro desta idéia e para não atucanar os seguidores do meu @suzzinha no Twitter, criei um usuário chamado @basquetecmpa. Estou divulgando o usuário entre os poucos colegas e interessados que usam o Twitter e motivando os meus alunos a criarem seus usuários. Quem sabe, num delírio nerd, os pais sigam as informações online.

Na sequência, criei a hashtag #cmcg2009 que vai abrigar as informações sobre os jogos da amizade. Criei, também, no twittermail um email para envio de mensagens\imagens do telefone móvel para o twitter via twitpic. E, além disso, uma ligação Gengibre - Twitter que vai permitir as mensagens em áudio.

Na página do basquete instalei um widget que mostra as últimas atualizações do @basquetecmpa e estou indicando os feeds: do basquetecmpa, do #cmcg2009 como alternativas de acompanhamento das notícias, via leitor de conteúdo (google reader, bloglines)

Por hora, apenas testes. Quem quiser espiar entre no blog do basquete e olhe a barra lateral >> :: em tempo real

Vamos ver no que vai dar! (ou não...)

Blog são como tartaruguinhas ou preguiças?

Faz pouco tempo (dia 2/06), aqui mesmo nesse blog, eu indagava por que cerca de 1/3 dos blogs de escolas públicas estaduais que ajudamos a criar em nossas oficinas aqui no NTE-Belém, parmaneciam tanto tempo parados, alguns até com mais de ano sem postagens. Alguns comentários recebidos já apontavam para as respostas sabidas e esperadas: dificuldade dos professores de Sala de Informática (SI)para, SOZINHOS, manterem o blog atualizado; falta de tempo; desinteresse dos demais professores e técnicos em colaborar e problemas diversos (falta de Internet na escola; Sala de Informática sem lotação, ou fechada/em reforma, por exemplo).

Essas respostas explicavam mas não me satisfaziam, até que ontem li, no blog do CTAE, uma postagem do dia 07 passado que pretendia responder a minha indagação: "Blogs são semelhante as tartaruguinhas que após 45 a 60 dias da desova nascem aos milhares nas praias. (...) De cada mil filhotes apenas um ou dois irão chegar à idade adulta.."

Essa me parece uma boa explicação, excessivamente poética talvez, mas que responde de forma clara e definitiva a questão de porque tantos blogs das escolas ficam praticamente abandonados depois de criados: são blogs tartarugas (ou blogtarugas?), pois "nascem aos milhares, mas apenas poucos chegam a fase de maturidade".

Mas, e aqueles blog que conseguem 'sobreviver' e que levam meses para atualizar suas postagens? Esses eu já classifico de "Blogs Bissestos", mas nesse espírito ecológico, me permito criar uma nova analogia: são como os bicho-preguiça.

A preguiça tem esse nome por "causa do metabolismo muito lento do seu organismo". Na reprodução dá apenas uma cria. dorme cerca de 14 horas por dia e defeca a cada sete dias.(Wikipédia)


Créditos das fotos:
Tartaruguinhas: http://sosanimaisetc.blogspot.com Preguiça: http://niilismo.net

Como será seu Dia dos Namorados?

Blog para o Dia dos Namorados

Caro leitor, amanhã os casais brasileiros comemoram o Dia dos Namorados, e creio que não seja por mera coincidência que esse dia cai na véspera do dia de Santo Antonio, o dito "santo casamenteiro", afinal o namoro é um dos estágios do casamento, e muitos casamentos se tornam eternos namoros.
Seu correspondente na Europa e EUA é o Valentine's Days, comemorado em 14 de fevereiro. Em todo lugar, esse é um dia para dar á mulher amada flores, bombons, perfumes ou uma lingerie erótica para apimentar as fantasias da noite do Dia dos Namorados. Também caem bem umas cuecas bem sensuais para ele.
O fato é que amanhão é dia de trocar presentes que simbolizem o amor, a paixão, a relação fecunda e eterna (enquanto dure, né Vinícius?). Tudo, evidentemente, bem acompanhado de um cartão com uma mensagem de amor e carinho. Esses cartões são produzidos em massa, aos milhares, com os mais diversos recados amorosos e atendem a duas categorias de enamorados: os preguiçosos, que não gostam de perder tempo pensando no que vão dizer à amada(o) e preferem se valer das palavras de outros; e os que anelam sentimentos profundos, mas se acham sem habilidade para escrever sua mensagem de amor.
Há, também, os que publicam sua mensagem em jornais ou contratam os serviços de uma agência de recados. O certo é que pessoas especiais merecem coisas especiais, mas algo produzido em massa não tem esse toque de originalidade, muito embora possam expressar sinceridade.

Meu Blog, Meu Presente
E é aqui que o blog entra. Para esse Dia dos Namorados dê seu presente no blog. Bem, não O presente, mas parte dele, aquela parte do cartão, do recado. E se não tem um blog faça um, e esteja preparado para o próximo 12 de junho.

No Dia dos Namorados dê um Candelabro Italiano

Como muita gente, acredito na transmigração da alma, na existência de vidas pregressas e futuras, e que o amor pode transcender tais fronteiras. Também creio que todos temos nossa metade, e que caminhamos pelas vidas para encontrar esse grande amor. E como diz o poeta Vinícius de Moraes, em seu "Para Viver um Grande Amor": Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Assim, nesse Dia dos Namorados, faço este post para registrar o que descobri com Lenise: Leca, você é o amor das minhas vidas, aqui como lá! E, como toda história deve ter um fundo musical, pego emprestado um trecho de um filme que já assistimos, o ROME ADVENTURE (EUA, 1962), conhecido aqui por O Candelabro Italiano para que Domenico Modugno complete esta declaração de amor com "Al Di La".

Para quem não conhece, O Candelabro Italiano é um romance delicioso entre dois jovens; uma história romântica que retratar as alegrias e tristezas de quem vive um grande amor, e que além das belas paisagens italianas traz o sucesso "Al Di La", na voz de Domenico Modugno.



Por isso pergunto como será seu dia dos Namorados. Se pores nele o clima de romantismo que a ocasião pede e fizeres dele o momento de renovação de seus sentimentos, viverás num prolongado Dia dos Namorados. Para encerrar recomendo que alugue o filme e faça umas pipocas. Prepare também um cantinho confortável para assistí-lo (almofadas e um incenso de rosa musgosa vão bem, viu!) a dois. Depois, se delicie com o 'candelabro italiano'.

Raízes Dos 21 Anos Do Curso De Pedagogia UFG/CAC: Um Passado Sempre Presente


Raízes Dos 21 Anos Do Curso De Pedagogia UFG/CAC: Um Passado Sempre Presente

 

 

O Texto abaixo foi enviado cordialmente por Aparecida Maria Almeida Barros*, professora do Curso de Pedagogia, Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão.

 

 

cida-21-anos-pedagogia.JPG

 

Foto de formatura da I Turma de Pedagogia, realizada na igreja Matriz de São Francisco de Assis em Catalão, GO.,

– concluintes 1991 – (arquivo pessoal)

 

Paulo Freire, imortal educador e filósofo do nosso tempo, em muitos dos seus relatos falava de suas origens, das lembranças que o acompanharam durante todo o exílio, especialmente das mangueiras do Recife, das diferentes cores da manga verde e madura, das brincadeiras e descobertas realizadas sob a generosa sombra das árvores tropicais, do cheiro e sabor do caju, da culinária nordestina e brasileira, enfim, memórias de infância que retratavam as suas raizes e que o definiam enquanto pessoa, homem, educador e pensador.

 

Semelhante leitura faz o genial  escritor português, José Saramago ao  afirmar que o que vemos de uma árvore é apenas uma parte, importante, sem dúvida, mas que nada seria sem as suas raízes. (José Saramago, em 01/06/2009 - http://caderno.josesaramago.org/2009/06/01/bronze/). Assim também nós, pessoas, profissionais, educadores, pensadores: somos a síntese de nossas experiências de vida, de formação, de laços afetivos que vamos construindo ao longo de nossas trajetórias e que nos definem enquanto seres socializados, gente com raízes, enfim. Semelhante analogia podemos fazer em relação ao Curso de Pedagogia da UFG em Catalão no momento em que alcança a sua maioridade. O vemos deste curso hoje em termos de ensino, produção de pesquisas, formação de professores e as diversas interações com a comunidade educacional desta região é apenas uma parte significativa de um percurso de lutas, esforços individuais e coletivos empenhados em mais de duas décadas nesta instituição.

 

É este o espírito que ativa as minhas lembranças e recordações, por ocasião da maioridade do Curso de Pedagogia UFG-Catalão. Após concluir no Colégio Estadual “João Netto de Campos” o Curso de Magistério em 1987, optei por fazer vestibular para Pedagogia  e ingressei na primeira turma em 1988. Confesso que minha escolha não poderia ser mais acertada, tendo em vista as possibilidades que se abriram na definição do meu campo profissional. Juntamente com o início da carreira docente, o curso de pedagogia possibilitou-me oportunidades formativas na especialização, mestrado e doutorado na área da educação, além das diversas incursões práticas na educação básica, na gestão e formação de professores.

 

 Ao lado de outros e outras colegas, formamos um grupo de aproximadamente 65 acadêmicos, de várias idades e diversas experiências na educação. Vinham de diferentes localidades de Goiás, na sua maioria professores e professoras que já atuavam na educação ou áreas afins. 

 

Neste esforço de fazer sempre presente este passado, atenho-me nos fragmentos de memória que me transportam ao clima da primeira turma, tão numerosa quanto diversa. Tínhamos jovens quase adolescentes (Cássia, por exemplo, era a caçulinha da turma) e outras senhoras mais experientes, com longos anos de atuação na educação. De Goiandira vinha o maior e mais complexo grupo, com o qual construi muitas afinidades – um verdadeiro encontro de idéias, sonhos e almas. De Campo Alegre, Ipameri, Pires do Rio, Orizona e Catalão a presença de muitas e muitos colegas transformavam as turmas do matutino e do noturno numa verdadeira babel.

 

Foi um tempo de aprendizado e descobertas coletivas, pois, com o novo curso, aqui chegaram novos profissionais que atuaram na nossa formação.  Sobretudo, no que diz respeito à construção de um ambiente universitário, por vezes improvisado e precário, superado pelas nossas expectativas e amizades sólidas conquistadas ao longo dos quatro anos de curso.

 

Diria que ao fazer uma breve retrospectiva desta caminhada de vinte e um anos de formação do curso de pedagogia, na condição de sujeitos históricos e forjados pelas circunstâncias da época, somos todos, pedagogos atuantes na educação, vitoriosos na escolha profissional e nas conquistas que se efetivaram nestas duas décadas, do ponto de vista individual e coletivo. Podemos afirmar que, entre os ônus e os bônus, essa caminhada tem sido marcada por lembranças e boas recordações de um passado sempre presente, seja porque a atuação enquanto professores e formadores nos coloca na condição de partícipes e sujeitos de um perfil profissional, seja porque ao partilharmos sonhos e utopias, tornamos possível e concreto aquilo que idealizamos ainda jovens, no começo de nossa carreira e início de formação.

 

Neste sentido, ciente de que relembrar é também um exercícios de reviver as diferentes experiências de formação pelas quais passamos desde a nossa graduação, o que, forçosamente nos condiciona a alguns esquecimentos, prefiro trazer para o presente as boas recordações, os momentos de uma convivência díficil, conflituosa mas muito rica do ponto de vista do amadurecimento e da partilha de conhecimentos e preocupações comuns.

 

A convivência diária com professores vindos de vários lugares de Goiás, Minas e Distrito Federal nos proporcionou muitos encontros e desencontros, por vezes conflitos e embates. Contudo, as divergências e diferenças fizeram a todos, professores e alunos grandes o bastante para amadurecermos e definirmos os diversos perfis profissionais. Como não lembrar da primeira coordenadora, professora Leila Gonzaga, dos primeiros professores do curso: Luiz Dourado, Marta Rocha, Mirthes, Íversem, Elaine, Gloreni, Eugênio, Braz Coelho, Fátima, Maurinha, Ged, Marcelo Soares, Wolney e tantos outros. Muitos vieram e partiram; outros vieram, criaram raizes e aqui ficaram. 

 

Dos jovens professores que aqui chegaram, muitos prosseguiram na sua formação e atuação profissionais, tornaram-se mestres, doutores e pós-doutores. Também os alunos, formados pelo Curso de Pedagogia, semelhante trajetória seguiram, compondo os quadros não apenas dos cursos em Catalão, como  em  diversas instituições de ensino pelo Brasil, com vínculos e projeções inclusive no exterior. Em 21 anos não podemos nos eximir de um fato irrefutável, o de que a presença de professores qualificados é a principal responsável pelos destinos da educação básica nesta região, à custa dos esforços de todos os profissionais que atuam nos diferentes sistemas de ensino. Essa é uma conquista extensiva a todos e todas que ajudaram a construir esta história que hoje ultrapassa as duas décadas.

 

Portanto, minha satisfação é ainda maior neste momento, pois, na releitura deste passado-presente, vislumbramos novas conquistas, agora na direção de um programa de pós-graduação em educação, que torne possível a formação continuada de muitos professores desta região, consolidando novo campo de pesquisa e de produção de conhecimentos na área da educação e atraindo novos interessados em construir outras décadas do Curso de Pedagogia em Catalão.

 

Aos colegas da primeira turma fica o desejo e a proposta de um breve reencontro para avivarmos esta memória presente, oxalá com a presença dos nossos antigos mestres.

 


cida-21-anos-pedagogia-foto.JPG* Aparecida Maria Almeida Barros – é professora no Curso de Pedagogia UFG/Catalão desde 1995; mestre em educação (UFU) e doutoranda em Fundamentos da Educação na UFSCar/São Carlos-SP.; foi aluna da primeira turma de concluintes do Curso de Pedagogia em 1991.

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Dia dos Namorados

Sei, sei que foi ontem, mas para não deixar batido e lembrar da minha amada. Encontrei este texto que a Jean me presenteou, lá no começo do nosso namoro."O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.O amor comeu minhas

Justificando....

É pessoal, sei que dei uma abandonadada no blog esta semana, mas, porém, entretanto, estou novamente me atualizando, mas só devo voltar a postar regularmente na segunda-feira. Estou ocupado (e ansioso) com o Sarau da V.I.D.A. e por isso minhas atenções estão voltadas para ele. Logo mando noticias.Inté mais vê

...no princípio era o verbo...

...um dos temas que mais gosto de ensinar e de aprender é o verbo...palavra rica em significções e conceitos...

...mais exeções do que regras...

...continua...

Adieu Monsieur le Professeur

 

A @Masrmar tuitou o vídeo e, assim que o vi, pensei no meu professor inesquecível: João Scanapiecco (de Geografia,  no "ginásio" em São João da Boa Vista e que revi na festa TiEncontrei):

 Quem me dera ter conseguido homenagear assim o meu professor de Geografia!

Achados na web #54

ladybud-ladybux

Direto do Reader

Cecília Barroso fala de educação. Tá na hora da gente melhorar, né brasileirada?

Game da Reforma Ortográfica. Ainda bem que este vicia pro bem (apesar da musiquinha chatinha)… será que o Azeredo vai caçar?

Saíram as camisetas do Bichinhos de Jardim. Encomendem!

Ecobags La Reina Madre na capa do jornal. E o reino aplaude, feliz e contente.

A entrevista da semana: Marina Silva no Blog da Amazônia. “Privatização de 67 mi de hectares da Amazônia equivale ao patrimônio de quase quatro Bancos do Brasil”, alerta Marina Silva

Bicicletas em S. Paulo: será que agora vai? Tomara!

The Black Cab Sessions. Este moço só indica som bão. Eu vou lá escutar.

Das múltiplas interfaces do monstro cibernético, por HdHd.

Caixas eletrônicos: depois dos chupa-cabras, os vírus. Calma! Ainda não chegou aqui. Mas o alerta do Sílvio Meira vale: se a sociedade é da informação e do conhecimento, toda a sociedade e economia são da informação e do conhecimento. As partes boas, as mais ou menos e as más. E as muito más também.

O blog da Petrobrás bombou. Mas isso é assunto para post só para ele.

Por aí

Quem quer ler “A cabeça de Steve Jobs” de graça tem sua chance no Tecnocracia. Os 10 primeiros trackbacks de posts sobre o novo site da Monster no Brasil com críticas, sugestões, melhorias, levam para casa um exemplar.

Nova configuração da campus party 2010 já está no YouTube. Será que eles vão domar o barulho?

Só para quem entende inglês: banners engraçados (e ofensivos) para quem usa ieca6.

Vamos ajudar a galera que está organizando o primeiro WordCamp. Apesar dos patrocínios, ainda tá faltando dinheiro.

DCE - USP - EAD - Sopa de letrinhas?

O assunto vem causando polêmica e chega até a Grande Mídia. O ensino a distância é agora a bola da vez, um dos ingredientes para que alguns alunos da USP façam sua "performance Big Brother" em alguns minutos de fama na mídia.
Debates inconsistentes, críticas infundadas, elitismo, falta de conhecimento técnico e estrutural e muito blá, blá blá.
Professores tem suas carreiras sucateadas e mal pagas a séculos e agora, de repente, a modalidade de ensino a distância é a causa...
Uma coisa é lutar pela valorização profissional, como professora e futura pedagoga, (esta é uma luta que enfrento há 25 anos) é lutar por melhores e mais dignos salários. Outra bem diferente é colocar-se contra uma nova forma de relação ensino-aprendizagem, uma democratização do acesso ao curso superior.

O importante neste momento é reunir os interessados e envolvidos no assunto e promover o debate e o esclarecimento, pois como toda iniciativa educacional, o EAD precisa de aperfeiçoamento, com certeza, ainda passará por modificações porque nada sai perfeito da noite para o dia. Como aluna percebo que ainda existem falhas, que ainda temos que romper barreiras, e a primeira delas é superar o preconceito.
A formação profissional e a especialização do brasileiro colhe hoje, os frutos de uma sociedade escravista, elitista, de uma Educação Propedêutica e direcionada a uma maioria burguesa. Com certeza, a Educação a Distância plantou uma sementinha de mudança... Uma mudança incômoda para muitos.

Um evento importante para darmos mais um passo, quebrando barreiras:
BLOG do CONCENTRE: Conselho Central dos Estudantes do CEDERJ
http://concentreeadcederj.blogspot.com/

Associação Brasileira dos Estudantes de EAD
http://www.estudantesead.org.br/

Associação Brasileira de Educação a Distância
http://www2.abed.org.br/


2º Encontro de Alunos de EAD-CEDERJ


Está chegando a hora!!!
Dia 11/07, das 8:00 às 17:30 acontecerá o 2º Encontro de
Alunos de EAD CEDERJ.
Local: UNIRIO (Auditório Vera Janacópulos)

INSCRIÇÕES AQUI!!

Robbi Mussers - The Four Faces of Whiskres


 

Piet Mondrian - Opposition of Lines

Piet Mondrian - Opposition of Lines

É claro que o título deste artigo é uma ficção.

 

A aula expositiva é seguramente o método didático mais difundido e de uso quase exclusivo nas quatro últimas séries do Ensino Fundamental, em todo Ensino Médio e no Ensino Superior. A demonstração (mostrar como se faz e pedir para repetir) é ainda o método prevalecente na educação profissional e no ensino que envolva um saber fazer qualquer.  

 

Um Ministro da Educação que ousasse uma proibição desse tipo de práticas provavelmente seria considerado louco e perderia seu cargo no dia seguinte. Se não perdesse e a proibição vigorasse para valer, milhares de professores não teriam nada a fazer na próxima aula. No mesmo dia, milhões de alunos seriam retirados de sua passividade recorrente ou de sua atividade subserviente.

 

A proibição não seria um ato despropositado? Daria resposta a uma questão importante? Face aos problemas da educação brasileira parece uma medida superlativa, tratando de coisa menor. Não é.

 

Desconsiderando a pouca efetividade deles, sabe-se que os métodos centrados no professor nem sempre partem e sempre dependem do saber existente em um determinado grupo-classe. Assim, o “bom professor” ajusta sua fala ou sua demonstração ao saber prévio de seus alunos.

 

O professor inclusivo, preocupado com promoção de todos os seus alunos, especialmente dos mais carentes, ajusta sua palavra ou demonstração para atender aos que menos sabem. Foca no grupo dos 25% mais fracos, digamos. Já o professor “durão”, preocupado com a “qualidade” do ensino, ajusta seu foco nos que mais sabem.

 

Um e outro perdem 50% da turma. Um por desinteresse e o outro por incompreensão. A proibição teria o mérito de parar com essa perda inconcebível e irreparável.

Robbi Mussers - The Four Faces of Whiskres

Robbi Mussers - The Four Faces of Whiskres

 

Proibida a exposição e a demonstração, o que colocar no lugar?

 

Qualquer método centrado na atividade dos alunos, orientada por problemas, desafios ou projetos teria o mérito de focar o ensino no grupo mais avançado sem deixar para trás os que menos sabem (Vigotski, zona de desenvolvimento proximal). Basta um mínimo de organização dos pequenos grupos.

 

Em um conjunto inacabado de artigos temos abordado uma alternativa metodológica à exposição e à demonstração, que denominamos de aprendizagem criativa. É uma insignificante parte do repertório metodológico disponível como alternativa à fala e ao gesto magistral. Não é a ausência de opções que mantém as velhas práticas excludentes.

 

Neste blog, temos discutido as causas do imobilismo. Em uma série, também inacabada, sobre o Ensino Médio localizamos quatro causas: o currículo imutável, o sistema de formação de professores, a atual facilidade de operação administrativa do ensino (de teor taylorista/fordista) e o pensamento pedagógico dominante.

 

Um monstro de quatro faces segura a evolução. Quem terá a coragem de enfrentar tal animal? Armas inusitadas precisam ser usadas. Senhor Ministro, que tal proibir a aula expositiva e a demonstração?

Posted in Alguma teoria: escritos nossos e de outros Tagged: Administração, alunos, Aprendizagem criativa, aula expositiva, currículo, demonstração, desafios, educação, educação profissional, educadores, Ensino Fundamental, ensino médio, ensino superior, escola, exposição, metodologia, problemas, professor, projetos, zona de desenvolvimento proximal

Deu no jornal!

image 

No dia 08/06, saiu a primeira edição do jornal Imprensa Normalista!

Um projeto de alun@s do terceiro ano do curso normal – turma 31 A , em especial do Jonas da Silva Guerra  (também blogueiro: Vamos falar de política?)  - e da Samara Antunes…

Acho muito importantes iniciativas como essa: precisamos ocupar os espaços possíveis e dizer nossas ideias e nossos sentimentos! Parabéns!

Me convidaram para escrever uma coluna semanal, aceitei, claro!

Aqui está a primeira:

Tecnologias na educação  - parte zero*

No final dos anos sessenta, Paulo Freire já escrevia sobre o problema da transmissão de informações, especialmente, em Pedagogia do Oprimido. Nos alertava, dizendo que “a educação autêntica não se faz de ‘A’ para ‘B’ ou de ‘A’ sobre ‘B’, mas de ‘A’ com ‘B’”.

Os mais de quarenta anos que nos separam  da primeira edição  dessa obra  pouco serviram para que nossas práticas se transformassem: ainda  a educação bancária!

Continuamos com aulas centradas n@  mestre que fala, fala, dita, copia… e @s alun@s copiam, copiam, copiam… ordeiramente, sentados uns atrás dos outros, silenciosamente… e depois prestam contas…

E o que isso tem a ver com o uso das tecnologias na educação?

Se, no espaço físico entre paredes, vivemos de copiar e copiar,  adivinhem o que faremos no ciberespaço? Óbvio: CtrlC+CtrlV!

“Tudo que há na Internet, existe fora dela”! diz o professor Sérgio Lima, do Blog e Física!

Se quisermos o diálogo, a diversidade, a autonomia, a construção coletiva do conhecimento (tem outro jeito de construir conhecimento?) – tanto na “vida real” quanto na “virtual” - é urgente sairmos do posto de instrutores(as) e assumirmos o papel social de problematizadores(as), de instigadores(as) de saberes.

As novas tecnologias serão apenas um verniz de modernidade, se não mudarmos os velhos paradigmas  de ensino.

A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender (José Manuel Moran).

Fácil? Não, eu sei! Mas possível!

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Título inspirado no livro “O fantástico mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira!

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Aqui – na  Biblioteca da Floresta - temos à disposição, para donwload, boa parte da obra de Paulo Freire.

O Blog e Física, do professor Sérgio Lima, merece visitas.

As ideias do  professor José Manuel Moran são partilhadas no blog Educação Humanista Inovadora.

E as minhas no Ufa! Bloguei! 

AAAAAAAAAMOOOOOOOOOOOOOOO

Dia dos namorados porde ser uma data comercial, mas há de ser uma data especial que sirva para lembrar do amor, do sentimento de se querer viver ao lado da mesma pessoa para todo o sempre. Eu te amo, ainda que as palavras ainda sejam poucas para demonstar o que sinto: uma vida juntos, nos [...]

Aniversários

Não há aniversários hoje

Notas

Oficina Pedagógica - SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA (SQV)

Como professora de Ciências Biológicas trabalho com oficinas pedagógicas de Saúde e Qualidade de Vida em escolas de tempo integral que prevê o desenvolvimento de oficinas para abordar temas abrangentes e atuais nas áres do conhecimento da Saúde e do Meio Ambiente ampliando o universo científico e cultural de seus alunos.

  •  Os objetivos gerais
Continuar

Criado por Lúcia Ribeiro 19 Out 2008 at 12:20. Atualizado pela última vez por Lúcia Ribeiro 20. Out, 2008.

Início de Notas

Welcome! To view all notes, click here. Continuar

Criado por Lúcia Ribeiro 5 Out 2008 at 1:55. Atualizado pela última vez por Lúcia Ribeiro 5. Out, 2008.

 
 

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A Carne É Fraca

A Carne É Fraca

Documentário.

Escravizados pela raça humana.
Considerados seres irracionais e inferiores, o homem faz uso dessas criaturas como bem entende, desprezando o fato de que os animais são seres sencientes, assim como nós.
Animais são utilizados em larga escala para alimentação, experimentos e até na diversão dos humanos.
Temos combatido o uso de animais na vivissecção e experimentação animal pelas entidades de ensino e pesquisa. Temos combatido o uso de animais pelos rituais religiosos e tradições culturais. Temos combatido o uso de animais pela cruel industria da pele, a matança indiscriminada dos animais recolhidos pelos cczs, o tráfico de animais silvestres e o desmatamento. Mas, nossos avanços são insignificantes se levarmos em consideração apenas um item: O Brasil é o maior abatedouro do mundo.
Tornar-se vegetariano é fundamental para que possamos visualizar um horizonte menos sombrio para os animais e para nossa própria espécie. Na busca desenfreada pelo dinheiro, florestas são devastadas, o solo e a água estão cada vez mais contaminados pelo acumulo de dejetos provenientes das fazendas de criação.
O homem precisa urgentemente rever os seus conceitos. Ele esquece que os animais e o meio ambiente fazem parte de um ecossistema do qual ele pertence também. O desequilíbrio do ecossistema está cada vez mais evidente. Se não mudarmos nossos hábitos alimentares, ironicamente, a população do maior produtor de carne do mundo, passará fome.
O futuro já começou. O surgimento de novas epidemias, as manifestações da natureza, talvez seja um alerta. Um aviso para que olhemos os animais com outros olhos. Um aviso para que comecemos a devolver, tudo aquilo que roubamos durante séculos de escravização. Nossa dívida para com os animais tornou-se imensa. E, antes que ela se torne impagável, melhor começarmos a resgatá-la.
Engaje-se nesta luta. Seja um Abolicionista Animal. Ajude-nos a devolver aos animais, aquilo que nenhum de nós gostaria de perder: DIREITO À VIDA,LIBERDADE E RESPEITO. Você pode fazer a diferença, pense nisso.!(Lucinharib)

A Carne é Fraca - Instituto Nina Rosa

Ilha das flores

O Capitalismo e a fome em foco...

Parte 1

Parte 2

Terráqueos

** OS TRÊS ESTÁGIOS DA VERDADE:
* 1 - RIDICULARISAÇÃO.
* 2 - OPOSIÇÃO VIOLENTA.
* 3 - ACEITAÇÃO.

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